Mostrando postagens com marcador Tiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tiros. Mostrar todas as postagens

Encontros de novela

E eis que eu, em menos de uma semana, tive DOIS encontros de novela, com DUAS pessoas diferentes. O que é um encontro de novela? É daqueles que você chega no mesmo local e no mesmo horário que outra pessoa, a quem você jamais esperava encontrar e lhe causa alguma sensação. Pois é... Aí, claro que eu fiquei pensando sobre...

---
Fiz muitas idiotices nos últimos dias ¬¬. Agora, estou pensando em como consertar tudo.

Para construir as coisas é difícil. Para destruir, é bem rápido. Em poucos dias, horas ou até minutos, é possível detonar-se a dedicação alheia. Para reconstruir, é preciso, no mínimo, bastante paciência e temperança.
Hoje foi um senhor dia chato. Começando por ontem, aliás. Brigas e noite mal-dormida. Carta escrita e mandada. Arrependimento hoje de manhã por ter enviado a carta. Muito, muito, MUITO calor, de arder, de queimar a pele. (Esse tipo de fator acaba com o bom-humor de qualquer um). Depois, muitas coisas para fazer e cansaço, sonolência. Fui dormir um pouco para organizar minha cabeça - pelo menos, hoje é meu dia de folga. Aí, acordo com um barulho de alarme, de tipo um caminhão que conserta asfalto, algo assim. Um alarme chato, chatíssimo, um apito agudo, na minha cabeça, que ficava tocando de dois em dois minutos. Sabe aquela coisa para que a única frase que vem à sua cabeça é "Ninguém merece"? Exatamente isso. Acordei e me acalmei um pouquinho. Tô aqui pensando em começar os compromissos que tenho que organizar.

---

Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente.

Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.

Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.


(Segundo o e-mail que eu recebei, é do) Arnaldo Jabor.


---

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
(...)
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
(...)
Manuel Bandeira.
---

Até mais!

"E quando eu estiver louco?"

Escrevi um post enorme, contando o que anda me atormentando. Mas não enviei - mando meus posts por e-mail - porque há fatos impublicáveis!

Mas tudo se resume no que eu escrevi a um amigo, por MSN:

*sabe qdo vc tem vontade de surtar e mandar tudo, TUDO, tomar no **?

[mais um pouco de conversa e meu amigo manda:
*tenhu q te contar
*me fudi cheirando]


---
Sutilmente

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

here.

Mágoas e traumas

Acabei de ver uma reportagem no Fantástico sobre o acidente do barco Bateau Mouche. Informações aqui. Uma dos sobreviventes deu uma entrevista e se emocionou falando do episódio. Eu pensei: "Putz, faz mais de 20 anos e ela ainda é traumatizada". Sim, um pensamento meio cretino, né?

Enfim, daí eu pensei nos meus traumas e nas minhas mágoas. Será que vão doer para sempre? Será que vão ser sempre uma fonte latente de lágrimas? Daqui 20, 30, 40 anos eu ainda vou sofrer lembrando de algumas coisas, infelizmente, inesquecíveis? Eu mesma acho isso um absurdo.

Meu psicólogo fala que a gente não pode sofrer o resto da vida por algum acontecimento amargo. Eu concordo. Imaginem, por exemplo, uma mulher que tenha sido estuprada. Ela tem todos os direitos e motivos para enlouquecer de sofrer por um bom tempo. Mas não deve sofrer e viver em torno disso o resto da vida dela. Não seria justo com ela mesma.

E também não é justo comigo mesma que eu me, digamos, permita sofrer para sempre. É muito simplista dizer que as pessoas se deixam sofrer, se permitem ser infelizes. Não é tão banal assim.

Mas nenhum sofrimento merece que se jogue fora uma vida toda. NENHUM. Nenhuma decepção amorosa, nenhuma enganação, nenhum estupro, nenhum holocausto, nem um assassinato de pai ou mãe. A gente tem que se reconstruir. Tem simplesmente porque tem.

Uns anos atrás, estávamos, eu e mais duas amigas, discutindo sobre se é normal uma mulher amar a vida inteira um namorado do passado, de um relacionamento que não deu certo. Dizem que é o que mais existe por aí. Enfim, o meu veredicto e o de mais uma amiga foi: não, não é normal. Não é normal perder uma vida inteira por causa de um amor absolutamente extinto, que mal existe na imaginação e nas lembranças.
A gente tem é de viver na realidade.

Enfim, não é fácil - nem um pouquinho! - superar grandes traumas. Mas tem-se que. Acaba sendo a solução menos dolorosa e menos pior.

Estou viva

Pois, então, dois meses depois, eis que volto e (quase) inteira.

Hoje foi o primeiro dia, desde a última postagem, em que eu realmente me senti bem.

Voltamos o namoro, de uma forma tão estranha quanto a que terminou. Não sei quem é mais louco: eu ou meu namorado. A gente poderia se doar para estudo. Quem sabe não achariam a resposta... ;).

Mas ainda estamos tentando (infelizmente). Não é definitivo. Eu não sei dizer se estou otimista ou pessimista. Depende da hora do dia.

Eu sinto como se meus sentimentos e minha sanidade tivessem passado por um liqüidificador. Quero recuperar logo o fio da meada. E várias outras boas e más notícias.

O que eu aprendi com tudo isso, eu ainda não sei dizer.

Um beijo a todos que deixaram recados.

E um feliz Natal!

(E quem não gosta de Natal é do contra :). E não adianta nada ;) )

Meu namoro está por um fio

E isso dói demais. Mesmo que você nunca ache que vai sofrer com o fim de um relacionamento, você sofre. Estamos dando uma segunda chance para ver se dá certo. Vamos ver o que vira.

Acho que ele está meio encantado por outra, que foi viajar com ele numa aula de campo. Tenho certeza - pelas evidências racionais - de que nada aconteceu, mas não sei se ele não ficou com isso na cabeça. E agora fico com medo de que, na próxima semana, quando voltam as aulas, ele fique meio deslumbrado com essa menina. Mas também pode ocorrer o racional da vida: a vida volta ao normal, sem álcool, sem festa, sem rodinha de violão. E não é fácil achar uma pessoa para estar do seu lado para valer, nos seus problemas sérios. Encontrar companhia para zoeira e brincadeiras é fácil.

A insegurança dói :(

Tá, sei que vou melhorar. Sei que vou me dar bem, de um jeito ou de outro. Sei que, se não for ele, será outro. Mas e aí, né?

Prometi para mim mesma, depois dessa crise, independente do resultado, que eu não serrei mais tão paranóica (apesar dos parágrafos acima). Ou que, pelo menos, não demonstrarei minha insegurança.

Amém.

Estou meio desconcentrada com as coisas que eu tenho que fazer. Mas acho que o melhor a fazer numa crise é esperá-la passar.

...

Eu estou estudando tanto... Mas este não é o problema. O problema é que eu estava indecisa sobre o que fazer no meu mestrado. Eu estava entre dois temas. Enfim, acabei - hoje - me decidindo. Com isso tudo, a minha vida está de cabeça para baixo. Estou numa situação do tipo "sexta-feira é o niver do meu namorado, mas não sei se vou fazer um cartão especial para ele, para não perder tempo". Juro por Deus!

Me deu vontade de desistir de tudo, mandar esse projeto de mestrado pra pqp e pra aquele lugar. Mas sei que jamais faria isso - sou muito racional; penso antes na minha eventual situação de desempregada total. Porque, convenhamos: antes ser uma desempregada fazendo alguma coisa - mestrado, por exemplo - do que ser uma desempregada total, sem perspectivas concretas, só esperando a oportunidade chegar...

Por causa dessa pesquisa para o projeto, eu deixei de ler um livro do Machado de Assis - do MACHADO DE ASSIS, que eu amo de todo o meu coração! -, deixei de fazer academia, deixei vários compromissos de lado. Claro que não dá para ser feliz assim. Eu estou-estava chegando num ponto de pensar que alegria é uma ilusão passageira, estou-estava ficando deprimida, desgostosa mesmo com a vida, cansada, esse tipo de coisa.

Mas, sabem, nunca achei que a gente devesse tirar conclusões nesses momentos excepcionalmente estressantes da nossa vida. Eu não tô no meu normal para usar a situação presente como padrão. O meu olhar está enviesado. Não estou com o discernimento necessário, a minha sanidade não está grande coisa no momento, para eu concluir que a vida e seus aspectos são bons ou ruins. Pensando assim, estou me acalmando.

No começo deste ano, eu fiz uma listinha de metas para 2008. Estou cumprindo quase tudo até. Para o ano que vem já tenho dois objetivos: ser menos indecisa e ser mais organizada.

Antes tarde e lentamente do que nunca.

Q.I.

Posts para (gostar de) ler:

Um motivo para gostar da Ditadura Chinesa: sarcástico ;).
Sobre você: romântico :).

---
Ai, gente, agora a ansiedade foi lá nas alturas, mas já tá descendo...

Pensei - ou melhor, encontrei - numa sub-área dos sonhos mais lindos para fazer mestrado. Mandei um e-mail para a professora especialista e vamos ver se ela vai responder. Ela tem fama de difícil, de sistemática... E está um pouco em cima da hora... Ai, ai. Mas estou me acalmando. Ela NÃO é nenhum E.T.!

Sempre desprezei aluno de graduação que constrói verdadeiros mitos a respeito de professores-doutores, etc. Esse tipo de conduta está no mesmo nível da egolatria daqueles professores que gostam de se auto-afirmar sobre alunos "pirralhos" - covenhamos, um universitário de 20 anos é um "pirralho", uma "criança", para um docente de 55 anos, com doutorado, pós-doutorado, livre-docência, etc... É ridículo um profissional com décadas de experiência querer "pisar" em um quase adolescente, de 20 e poucos anos, só para se "sentir".

Tenho que tomar cuidado para não me deixar contaminar por esse tipo de coisa... Odeio sentimentos mesquinhos e emocionalmente medíocres. Não gosto nem de ouvir falar.


---
Boa semana a todos.

A maioria dos brasileiros merece o país que tem. "Novidade"...

Não me conformo com certas coisas no Brasil. Mas, para falar a verdade, nem sei por que me impressiono ainda.

Achei absolutamente ridícula a tal Lei Seca. Se houvesse meios de fiscalizar TODOS os MUITOS motoristas que bebem um pouco ou pouquíssimo, como não seria possível fiscalizar os POUCOS motoristas que bebem MUITO, que VIRAM OS OLHOS? A lei NÃO PRECISAVA ter mudado. Bastaria que as antigas disposições fossem aplicadas. Mas, desculpa, né? Pedir racionalidade e eficiência no Brasil... Eu devo estar viajando...

E eu ainda vejo gente apoiando a medida, com ares de civilização. E quando alguém diz que a lei é ABUSIVA, DESPROPORCIONAL e EXAGERADA, esses que apóiam costumam (não saber) interpretar e entende assim: "Ah, então você está defendendo que alguém POSSA encher a cara e sair dirigindo por aí?". Pois é. Sinais de que o analfabetismo funcional ainda reina absoluto no Brasil.

Não, não defendo que bêbados saíam matando por aí, mas muito menos abro mão dos meus direitos individuais e me vejo obrigada a pagar pelos outros porque o Estado não tem competência para fiscalizar uns gatos pingados. E muito, muito menos ainda, vou bater palmas para isso. Ainda mais vindo de parlamentares imorais e com motorista particulares à disposição.

Aliás, se conseguissem pensar um pouco mais além, veriam que para que a tal Lei Seca fosse um pouco racional, os transportes públicos deveriam funcionar na madrugada. Mas, desculpas, novamente, por estar pedindo racionalidade no Brasil.

Li um
post hoje cedo o qual resume bem o que penso:

Para evitar os males causados por uma minoria irresponsável, eles [os que apóiam a Lei Seca] topam abrir mão dos seus direitos. (...) Agora eles estão achando lindo ter uma vida pautada por bêbados irresponsáveis. Estão adorando que todos sejam tratados como alcóolatras.

Felizmente, ninguém é obrigado a fazer o teste do bafômetro. Eu não faria e não farei.

Pensando bem, isso me revolta porque, além de deixar escancarada a vocação para ameba do brasileiro, pode me dar algum trabalho. Não é fácil negar a um guarda a imposição do teste de bafômetro. Anyway, sei que consigo, mas não é assim com todo mundo. Tem que ter, modéstia à parte, opinião, jogo-de-cintura. E autoridade no Brasil costuma ser babaca, se achar. Se você disser que é seu direito constitucional não ter de produzir provas contra si mesmo, a maioria mal vai entender o que você tiver falado, vai ficar com aquela cara de ahn, o que é 'constitucional'?. Mas prefiro parar numa delegacia e nada ser constatado no meu teste clínico - porque eu jamais fico bêbada a ponto de não poder dirigir; logo, um exame clínico não me traria problemas - a pagar MIL reais de multa, perder a minha carteira de motorista e ainda responder a processo penal. Vale o sacrifício.

E podem escrever: se as coisas continuarem assim, vai chegar uma época em que se poderá fascisticamente violar (ainda mais) a intimidade das pessoas em nome de "boas causas". E eu não vou achar bonito, não, porque a casa também vai cair em cima da minha cabeça. Mas ainda vou ter forças suficientes para, no meio dos escombros, apontar o dedo na cara desses curtos das idéias e dizer, galhofando: "Eu não avisei? Bem feito. Vocês que quiseram assim".

A propósito: nunca é demais lembrar que se o fulano tiver cheirado cocaína, tomado ecstasy ou fumado maconha e for pego dirigindo, nada irá lhe acontecer. Nada. País civilizado é isso.

E boa semana :).

Sabe quando...

...você está numa choperia com amigos, bebendo até não poder mais, rindo, etc, e te dá um lapso de consciência que se resume na seguinte frase estou com saudades da minha mãe?
Sinal de que você até poderia ser mais feliz, mas já está quase tudo perfeito, não é mesmo? :).

Uma luz no fim do túnel

Well, well, well. Final-de-semana com feriadão está sendo ok.

Quarta-feira: fui a uma boate gay. Nunca mais. Obs: sou hétero com trocentos amigos gays.
Quinta-feira: visita ao namorado.
Sexta-feira: cachaçaria e Fran's Café com amigos.
Sábado (hoje): namorado, que está dormindo e que acordará daqui a pouco para sairmos.
Domingo: zoológico e passeada no shopping.
Está bom.
---
Estou animada. Pela primeira vez em muito tempo, estou feliz em relação a uma perspectiva profissional.
É o seguinte: eu já sou formada em duas faculdades, mas não amei nenhum dos cursos. Fiz esses cursos porque me eram convenientes: um deles me "garantiria" empregos públicos, ou pelo menos, os requisitos para prestá-los; o outro sempre dispõe de oferta de trabalho. Além disso, eu não teria de sair de casa, de mudar de cidade e morar numa casa minúscula.
A questão é que agora, hora de eu dar um salto em alguma carreira, eu estou pensando em fazer outra faculdade. Aquela que eu sempre sonhei. Teria de sair de casa, mas não para muito longe. Não teria que morar em condições ruins, nem teria de "abandonar" o namorado. Posso conciliar com o meu emprego mais modesto, pelo menos.
Eu tenho quatro caminhos para escolher:
1 - cursar essa nova faculdade e arranjar/"adaptar" algum emprego;
2 - estudar bastante para um outro concurso muito bom que deve ter no final do ano;
3 - fazer mestrado e arranjar/"adaptar" algum emprego;
4 - prestar concurso para o Ministério das Relações Exteriores.

A última opção é o Plano B Master Plus da minha vida. Farei se nada der certo e daqui a uns quatro anos. Gosto da área e tenho facilidade com as matérias. Mas detesto a politicagem e as picuinhas dos bastidores. E não tenho vontade de morar em Brasília.
Não acho que começar uma faculdade com 25 anos, do zero, seja a melhor coisa do mundo. Mas tenho o resto da vida ainda para não me sentir mal com o meu trabalho. Tenho que me focar nisso.

Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida, Confúcio.
Trabalho sem amor é escravidão.
Não conheço o autor.
Li essas duas frases nos últimos dias e me identifiquei com elas.
Mas veremos. Até julho, eu me decidirei.

Fotos: uma tortura

Eu sou do tipo de pessoa que arruma o cabelo e tira um milhão de fotos para eventualmente pôr no Orkut - que outra função teriam 200 fotos em que eu estou sozinha, sem nenhuma motivo, paisagem ou pessoa especial?

Depois de tirar as fotos, eu as passo para o computador. Vejo uma por uma, mas detesto quase todas elas. Eu procuro meus defeitos em todas. Eu não vejo a foto, eu vejo meus supostos defeitos. Fico pensando no que os outros vão achar.

Bem, no final, eu acabo guardando a grande maioria delas, pois eu tenho dificuldade de me desfazer de coisas únicas... Mesmo que cada uma das fotos seja parecida com outras 20 da "sessão" de fotos ¬¬.

Daí, uns meses depois, eu, olhando esporadicamente as minhas fotos, vejo esse tipo de foto em que eu estou sozinha, tirei sozinha, e me acho bonita. Não vejo defeitos.

Isso é um saco. Resolvi fazer duas coisas no ano que vem - tô fazendo uma listinha para o Ano 2008: ler todo o manual da minha câmera fotográfica para aprender a ajustar direitinho os parâmetros dela; e procurar dicas na internet de como fazer poses para foto, copiar modelos, etc.

Fazer o quê? Fingir que me aceito e que não fico mal quando eu vejo minhas fotos? Bom, pelo menos, eu já reconheço que eu não posso levar esse tipo de pensamento - de que eu tenho mil defeitos a consertar - em consideração right after que eu tiver passado as fotos para o computador. Eu sei agora que exagero nessas ocasiões.

Ano passado eu gravei um vídeo com meu namorado, em que nós estávamos conversando, etc. Quando eu assisti, eu me achei, modéstia à parte, tão bonita no vídeo que eu decidi nunca mais me achar feia ou razoável. Por que eu esqueci e esqueço isso?

Assim, eu acho que a câmera e a minha pose têm culpa. E vou tentar mudar isso ;).

É fútil e infantil? Pode ser. Mas... Cada um com seus problemas.

Grandes decisões blogueiras

Decidi que, ao invés de me estressar procurando por templates prontos na internet, vou aprender a mexer com html para que eu mesma possa fazer meus próprios layouts.




Decepções

Decepções com melhores amigos, decepção com com conhecido.

Não sei se eu sou muito exigente... Devo ser...

Mas a questão é que uma coisa que eu aprendi é que decepções não fazem diferença nenhuma na nossa vida. Mesmo se a pessoa pagar, não compensa o que você sofreu. Não compensa nem ficar pensando no assunto. Certas coisas nos acontecem e... já era. O caminho agora é desencanar.

Ontem eu fiz uma cirurgia de desvio de septo

Portanto, ontem foi o PIOR dia da minha vida. O mais desesperador. O mais agoniante.

E, desde então, estou com um tampão no meu nariz - entenda-se uma espuma TUCHADA nas duas narinas, o nariz puxado para trás e o dobro de largo -, o que só aumentou meu DESESPERO. Eu saí da cirurgia chorando lágrimas de sangue. Nem sabia que isso era possível fora do cinema e das estórias macabras. E como meu nariz tá puxado para trás, saem lágrimas dos meus olhos o tempo TODO e o meu lábio superior fica puxado, fazendo toda a parte de cima da minha boca doer.

Isso ainda mais o fato de eu estar respirando pela boca, que está toda rachada.

Ontem, eu tomei um injeção de Voltaren, a qual só surtiu efeito por UMA hora. Depois voltou a doer tudo de novo.

A gente reclama muito da vida, das coisas. Parece clichê, mas sem saúde, a gente não é NADA.

Acho que vou passar a realmente cuidar da minha saúde depois disso. NÃO QUERO MORRER OU PASSAR MUITO TEMPO DA MINHA VIDA NUM HOSPITAL, deusmelivre. Deve ser melhor morrer num acidente, instantaneamente.

"Autovalor"

Vou escrever algo que penso há muito tempo: quanto mais medíocre a pessoa possa ser, mais - parece - ela tem poder sobre os não-medíocres.

...
...
...

O que AINDA falta para a gente acordar para a vida?

O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste breve,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
Cecília Meireles

NO PAIN

Pois é. Escrevendo no meu diário verdadeiro - não num blog ou num fórum em que eu tenha que medir as palavras -, percebi que estava agindo de uma forma, digamos, errada nos últimíssimos tempos.

Então... Aí, eu vim até aqui para contar {imagine-se, aqui, após esta frase de grandessíssima utilidade pública, aquele smiley que sorri escancaradamente com aparelho fixo nos dentes}.

Grandes questões.

Eu ia escrever que eu gostaria de ser mais "desprendida"...

Mas, SE eu GOSTARIA, por que não o sou??? Tô esperando o quê???

Lições...

Será que dá para viver sem ter profundos momentos de irritação, revolta, ódio, decepção? Eu acho que não, infelizmente. E todas essas coisas são causadas pelos outros, não é? Então, pode ser que o melhor é aprender a lidar com isso.

As pessoas nos fazem mal. Desde uma banalidade até alguma coisa séria. Elas podem perceber o quanto isso é grave ou não, mas fazem. Talvez não percebam o quanto isso é grave para você, não é? Mas você sentiu que era. Quem está errado?

E o que você pode fazer?

Passo 1: esfriar a cabeça.

Passo 2: quando eu descobrir eu posto...

Às vezes, me dá vontade de escrever e-mails para todas as pessoas que pisaram na bola comigo, deixando claro que me chatearam e que eu não faria o mesmo com elas. Seria uma coisa punk a se fazer? Seria uma retardadice? Que resultados poderia trazer?

Qual a sugestão para o cotidiano? Indiferença? Falta de educação?

Bem, sobre este assunto, uma coisa de que eu tenho certeza absoluta, por experiência própria, é a seguinte: se te falarem alguma coisa chata, RESPONDA na hora. Não guarde para você. TODAS AS PESSOAS DO MUNDO TÊM BOM SENSO. Se alguém fala algo inconveniente, ela SABE que está sendo atrevida. Portanto, não engula sapos. Responda na hora. Quem não dá o respeito A OUTREM, não merece respeito também.

Outra coisa que sempre me falaram, mas que eu duvidava, porque achava muito pouco palpável é o seguinte: aqui se faz, aqui se paga. É batata. Quero dizer, É BATATA. Infelizmente, o "castigo" demora a vir... No mínimo, uns meses. Mas vem. Eu já vi tanta sacanagem com os outros, comigo, com várias pessoas... E pensava que os traiçoeiros saíam incólumes. NÃO SAÍRAM. Apenas, demoraram a pagar =/.

Mas e quando alguém faz algo que te chateia mesmo que não tenha sido a intenção dela? Fazer o quê?

Tentem, old fellows - uma prescriçãozinha para os níveis intermediário e avançado

Eu já me ferrei muito com as pessoas. Já me ferrei muito com gente que se fazia de amigo, mas depois me passava a perna. E eu não sou boazinha o suficiente para perdoar quase ninguém.

Já fui muito de ter amigos losers, levantar a bola deles e depois eles se acharem e passarem por cima dos meus sentimentos - oh, isso está soando tão melodramático... Mas era assim que acontecia. E, quando acontecia, eu me sentia o ser mais injustiçado do planeta. Me perguntava por que essas coisas aconteciam comigo, se eu era boba demais, e eu não conseguia me conformar de jeito nenhum. Eu não conseguia aceitar passivamente filha-da-putices dos outros, não achava normal e nem achava que eu cobrava muito das pessoas. E isso porque eu cobrava o básico: honestidade, jogo limpo.

O tipo com quem eu mais me dei mal eram os losers do tipo coitadinhos-do-universo: aqueles que têm uma auto-estima tão baixa, mas tão baixa, que chega ao centro da Terra. Uma auto-estima que os fazem cegos em relação a qualquer qualidade que eles possam ter. Eles se acham feios, mal-amados, esquisitos. Estranhamente muitos deles se acham inteligentes. E o porquê de eles serem tão losers nunca tinha um porquê... Não era nenhum trauma de infância, de adolescência, parecia não ter motivo. E o porquê de eu ter me aproximado de tanta gente assim, eu prefiro nem pensar. {Talvez tenham sido os "maravilhosos" filmes adolescentes de Hollywood- quem sabe - aqueles que sempre têm um nerd, um capitão de time de futebol americano, uma líder-de-torcida e uma pessoa legal e normal...} Mas, enfim, eu me aproximava dos losers, ficava amiga, dizia que eles não eram tão monstros do jeito que eles se viam. Em 99% das vezes, eles íam do côncavo ao convexo: aí eles começavam a se achar os tais e - presumo - a achar que PODIAM passar por cima dos outros, como eles pensavam que haviam passado por cima deles. Hoje em dia, eu tenho um pé atrás com todos os losers deste tipo.

Beleza. Eu sou boazinha, mas sou radical também. Eu não desculpava, nem deixava pra lá. Na verdade eu sentia MUITO ÓDIO e muita vontade que eles caíssem do cavalo, e BONITO. A imensa maioria deles realmente caiu, mas, infelizmente, isso não foi suficiente para apagar a minha mágoa.

Até que num belo dia, em que eu nem lembro o que estava fazendo, eu tive um "insight": EU NÃO PRECISO DELES. Não preciso da Fulana, do Fulano, do Sicrano, de gente deste tipo em geral. Para mim a vida deles é, de fato, indiferente. Eles podem morrer hoje que, se eu ficar sabendo, isso não vai me intimidar nem a eu passar o dia ouvindo música alta. Aliás, não são nem as vidas deles que são indiferentes, mas sim a influência que eles poderiam ter na MINHA vida. Basta o atraso que já me proporcionaram. Agora, dane-se isso e danem-se eles. A minha vida é aqui e agora, e eu não preciso - nem nunca precisei - de gente assim. Sinceramente, avec amour :).

E pra finalizar com chave-de-ouro: EU NÃO VOU MUDAR. Eu gosto de ser como eu sou: uma boa pessoa, solícita, que ajuda e dá conselhos pra quem tá precisando. Agora, eu só tomo mais cuidado para com quem eu vou ser legal. E fujo que nem o Diabo foge da Cruz dos losers que eu descrevi acima, e isso porque o meu campo de "pesquisa" foi bem amplo para eu saber das probabilidades dos resultados.

Avec plaisir* :).


*"Com prazer", em francês.

Os Porquês...

Bem, eu acesso muito à internet, ao Orkut, ao MSN. Claro que nunca poderei tirar o melhor do conteúdo disponível na internet, porque tem MUITA tranqueirada no caminho... (aliás, aceito sugestões de sites e blogs bons. Pode ser em francês ou inglês (*)(L))

Mas, enfim, por eu gostar muito do mundo virtual, resolvi abrir um blog para expor meus pensamentos, etc, colocar fotos e figuras legais...

Mas por que hj, agora? Bom, aconteceu uma coisa....chata? Não sei se a palavra "chata" seria a perfeita definição, mas sabe aqueles momentos em que vc vira e pensa "a vida é engraçada"... Sabe, aqueles momentos em que, até então, a sua maior agonia era a sua gordura localizada, mas o resto estava tudo certo? Que vc sabia quem ia amar, sabia o que ia fazer amanhã, depois, mês que vem, até o fim o ano? Aí, acontece algo TOTALMENTE inesperado que te deixa num estado NUMB? Numb: palavra inglesa que significa "paralisado", "desnorteado", entre outras coisas.

Pois é, algo assim aconteceu comigo há pouco. E foi o gatilho que eu precisava para começar este blog feliz.

Espero que gostem. Espero também que eu goste e não enjoe disso aqui. Será que eu tenho tanto assunto?

 
designed by suckmylolly.com