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Por que eu escrevo?

Eu fico enrolando para fazer posts aqui, para escrever o que quero; meço as palavras para não me comprometer e me preservar de certos loucos. Mas what's the point? Desse jeito, eu mesma estou me oprimindo e ficando neurótica tais e quais...

Enfim, para este meu, digamos, retorno, vou deixar registrada uma passagem muito boa de um livro da Clarice Lispector: (Digo "passagem de um livro" e não uma frase própria da autora, pois, segundo me consta, não devemos confundir autor com narrador, hehehe. )

Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.

Até que ponto eu sou também uma desesperada? Até que ponto estou tão cansada assim? Até que ponto ainda me identifico com tanto autoquestionamento cortante?

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Pessoas simpáticas e legais têm passado por aqui ultimamente. Prometo ir retribuindo as visitas.

Abraços a todos.

Encontros de novela

E eis que eu, em menos de uma semana, tive DOIS encontros de novela, com DUAS pessoas diferentes. O que é um encontro de novela? É daqueles que você chega no mesmo local e no mesmo horário que outra pessoa, a quem você jamais esperava encontrar e lhe causa alguma sensação. Pois é... Aí, claro que eu fiquei pensando sobre...

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Fiz muitas idiotices nos últimos dias ¬¬. Agora, estou pensando em como consertar tudo.

Para construir as coisas é difícil. Para destruir, é bem rápido. Em poucos dias, horas ou até minutos, é possível detonar-se a dedicação alheia. Para reconstruir, é preciso, no mínimo, bastante paciência e temperança.
Hoje foi um senhor dia chato. Começando por ontem, aliás. Brigas e noite mal-dormida. Carta escrita e mandada. Arrependimento hoje de manhã por ter enviado a carta. Muito, muito, MUITO calor, de arder, de queimar a pele. (Esse tipo de fator acaba com o bom-humor de qualquer um). Depois, muitas coisas para fazer e cansaço, sonolência. Fui dormir um pouco para organizar minha cabeça - pelo menos, hoje é meu dia de folga. Aí, acordo com um barulho de alarme, de tipo um caminhão que conserta asfalto, algo assim. Um alarme chato, chatíssimo, um apito agudo, na minha cabeça, que ficava tocando de dois em dois minutos. Sabe aquela coisa para que a única frase que vem à sua cabeça é "Ninguém merece"? Exatamente isso. Acordei e me acalmei um pouquinho. Tô aqui pensando em começar os compromissos que tenho que organizar.

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Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente.

Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.

Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.


(Segundo o e-mail que eu recebei, é do) Arnaldo Jabor.


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Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
(...)
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
(...)
Manuel Bandeira.
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Até mais!

O Joaquim Barbosa? Eu achei ridículo.

Bem, sobre a polêmica a respeito da briga entre ministros do STF: eu achei ridícula a postura do ministro Joaquim Barbosa, sentindo-se "o" perseguido ao dizer que estavam sonegando-lhe informações a respeito de um processo. Afff...! E também por se exaltar e ofender pessoalmente outro ministro - Gilmar Mendes - quando discorda de algo que foi dito... Dá licença... É não respeitar o local onde trabalha. Não acharia esse tipo de coisa adequada nem num empresa privada com 5 funcionários; muito menos, no maior órgão judiciário de uma nação.

Um resuminho: "Agora que as sessões são televisionadas, qualquer ministro que comece a espernear, simulando querer mais justiça do que os outros, leva vantagem. Tudo depende do caráter de cada um e do quão oportunista se pretende ser. Lula também já fez muito sucesso — e faz ainda — tratando o que não funciona no governo como coisa que não lhe diz respeito. O que sei é que não se melhora a Justiça passeando em calçadão em dia útil." - Reinaldo Azevedo. Eu concordo!

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Ah, tenho um twitter agora! :) Endereço: http://twitter.com/chere_sagesse . Quem quiser, me adicione - ou melhor: me siga - e mande um "oi". Bem mais simples de atualizar do que um blog.

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Beijos!

Autoestima em um mantra indiano

Eu honro a divindade que reside em mim.

De alguma das primeiras páginas da parte sobre a Índia do livro "Comer, Rezar, Amar".


Resume tudo, na minha opinião.

Minha singela vida

Eu estou quase 100% adaptada ao trabalho. Estou gostando do que estou fazendo. Não digo que esteja adorando porque, para isso, eu teria de ter feito outra faculdade ;).

Eu dou aula para cerca de 130 alunos, divididos em quatro classes. Deles, só me desrespeitam cerca de quatro alunos, um por sala. Tá bom, né? A esmagadora maioria respeita. Acho que tenho de ver por esse lado.

E vivo recebendo cartinhas de alunas com mensagens do tipo "Te adoro, professora" \o/! Isso é muito legal e me deixa muito feliz. Também já ganhei vários adesivos fofos. Amo muito tudo isso! Quando deixar de dar aulas para essas turmas - sou substituta -, eu sentirei a falta deles.

Já estou um pouco estressada e apreensiva por causa de uma professora safada e folgada lá da escola, a que eu estou substituindo e cujo humor influencia decisivamente no meu salário ¬¬. Já estou me preparando para um Momento Sindicalista, quando eu terei de reclamar pelos meus direitos...

Se essa vaca dessa professora for honesta e ética - só o será se não tiver outra alternativa -, vou ganhar o dobro do meu ordenado regular e poderei pagar todas as minhas contas e ainda vai sobrar um dinheiro para comprar algumas coisas (roupas, um cd original dos Beatles, arrumaria um negócio quebrado aqui da minha casa...). Ai, Deus, help me! Seria muiiiito bom.

Tirando a instabilidade salarial e as "filha-da-putices" alheias, meu emprego tem lá suas grandes vantagens. Trabalho por meio período, a apenas cinco minutos de casa. Quando tenho uma aula vaga, eu posso voltar para casa e ficar navegando na internet ^^.

Mas alguma coisa ainda está faltando na minha vida, e eu ainda não descobri o que é...

(Tô tendo um déjà vu neste exato momento... Sonhei que estava escrevendo este post!)

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Vi uma de enquete no blog Cafeteria 24 Horas e tive vontade de fazer! Quem quiser, esteja à vontade!

Nome Completo:
Prefiro não escrever :P. Mas conto que é um nome de origem escandinávia.

Porque lhe deram este nome?
Pura e simplesmente porque acharam bonito. Foi escolhido depois que eu nasci. Esperavam um menino, que se chamaria Arthur.

Você faz pedido às estrelas?
Já fiz. Hoje, não mais.

Quando foi a última vez que você chorou?
Na segunda-feira retrasada, dia 09/03/2009, porque estava me torturando com más lembranças ¬¬'.

Gosta da sua letra?
Sim, gosto.

Gosta de pão com quê?
Com geléia, com manteiga, com requeijão, com doce de leite...

Quantos filhos você tem? Como se chamam e quantos anos tem?
Nenhum. Quando eu os tiver, escolherei entre esses nomes: Gabriele, Raíssa, Isabelle e Sabine e Nicholas e Daniel.

Se fosse outra pessoa, seria seu amigo?
Hahahahahahaha, boa pergunta essa! Acho que não porque eu sou muito c..., não dou muita moral para ninguém.

Saltaria de bungee-jump?
Sim. Um dia farei isso, aliás.

Desamarra os sapatos antes de tirá-los?
Depende dos sapatos. Só quando é estritamente necessário.

Acredita que você seja uma pessoa forte?
Sim. Mas tenho meus momentos de baixa energia.

Sorvete favorito:
Magnum (e suas 1 milhão de calorias).

Vermelho ou Preto?
Vermelho. Inclusive, não suporto mais ver a metade do meu guarda-roupa, de roupas pretas ¬¬'.

O que menos gosta em você?
As minhas paranóias, o meu péssimo hábito de nunca estar 100% satisfeita.

O que mais gosta em você?
A forma como me expresso - a "modesta" falando... Às vezes também tenho uns arroubos de percepção de como a minha vida é legal. Também as minhas educação e cortesia para com os outros.

De quem você sente saudade?
Da minha ex-babá e da minha avó, que moram longe.

Descreva roupa e calçado que está usando agora:
Roupa de dormir: uma camiseta velha e um shorts de pijama, cheio de desenhinhos ^^.

Qual foi a última coisa que comeu hoje?
Um copo de leite com Toddy.

O que você está escutando agora?
O álbum Tommy do The Who.

A última pessoa com quem falou ao telefone?
My boyfriend. Que me disse que está muito feliz :).

Bebida favorita:
Suco de maracujá, suco de laranja, helado (cerveja com limão e sal), batida de morango e café.

Comida:
Estrogonofe, comida caseira, Torta de Cachorro-Quente que a minha sogra faz, arroz de forno que a minha mãe faz. E doces!!! \o/

Último filme que viu no cinema e com quem?
Sim, Senhor, por indicação da Dafne. Fui ver com o meu namorado. É bem legal.

Dia favorito do ano:
Meu niver, em novembro. Também gosto muito do mês de outubro, não sei por quê.

Inverno ou Verão?
Inverno. ODEIO calor demais.

Beijos ou abraços?
Beijos.

Sobremesa favorita:
Mousse de chocolate.

Que livro está lendo?
Memorial de Aires e Contos Fluminenses, ambos de Machado de Assis.

O que tem na parede do seu quarto?
Um mural com fotos e bilhetinhos, duas bonecas ornamentais compradas na Grécia e um quadrinho "vagabundo", desses comprados na rua, mas com uma imagem bonita - um menino meditando à margem de um rio.

Filmes favoritos:
À Procura da Felicidade
A Fraternidade é Vermelha
Tomates Verdes Fritos
Prenda-me Se For Capaz
Ou seja: filmes sobre pessoas que se sentiam insatisfeitas e/ou estavam realmente infelizes e buscaram mudar de vida. Tenho certeza de que me projeto nos enredos o.O.

Onde foi o lugar mais longe que você foi?
Grécia.

Uma música?
Elephant Gun, do Beirut.

Uma frase:

O que faço hoje é importante, pois estou perdendo um dia de minha vida por isso.

Não me lembro quem é o autor, mas NÃO é o Bob Marley, a quem muitos atribuem essa frase.

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Voltando ao assunto da minha insatisfação profissional... Sei que estou num emprego temporário, etc - senão eu não teria vergonha na cara -, que tenho que ter paciência e tals, ao mesmo tempo que eu busco por algo melhor; mas, de qualquer forma, creio que, daqui a alguns anos, eu me lembrarei desta época como um bom período da minha vida, ao qual - talvez - eu não esteja dando o devido valor.

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Mas é isso, então! Um beijo!

Conceito: "bom negativo"

Eu tinha uma professora de Literatura que não atribuía, aos nossos trabalhos, notas de 0 a 10 - ou alguma outra escala numérica -, mas sim conceitos:
*ótimo
*bom
*regular
*refazer (leia-se "lixo").

De vez em quando, ela arriscava um regular positivo ou um bom negativo. Pois é.

Meu conceito de felicidade neste exato momento está no nível de uma cor sem graça:
*bom negativo.

Enough said.

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Umas boas frases que eu recebi num arquivo *.pps:

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.

As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências míticas. Experiência mítica não é ver seres de outro mundo. É ver este mundo iluminado pela beleza.

Do filósofo e educador Rubem Alves.

Para um adorável Professor

Há tempos eu queria colocar aqui uma singela homenagem a um professor que, muito gentilmente, me ajudou na época em que eu estava pesquisando sobre temas para o mestrado.

Ele já é um senhor, é muito culto e tem os olhos da cor deste mar (penei para achar uma foto com a exata tonalidade):

"Tudo nele era velho, exceto seus olhos, que eram da mesma cor do mar, alegres e inderrotáveis."
(Ernest Hemingway, em O Velho e o Mar)




PS:(E meu professor nunca saberá deste post ;) .)

Vocabulário Para Netos

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.

Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.

Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.

Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Reencarnação: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que fez, para se lembrar do que ainda não fez.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercado por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.

=De Luiz Gonzaga Pinheiro, em O Homem que Veio da Sombra.

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Hoje não vou reclamar por aqui. Perdi mais uma coisa devido a esse meu problema com o namoro - que, real e finalmente, está entrando nos eixos. Eu me pergunto até onde tudo o que eu fiz valeu a pena, mas creio que só o tempo dirá...

Ao invés de reclamar, mais vale, daqui a pouco, ir para a academia.

Falta eu mesma...

Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falta eu mesmo, e esta lacuna é tudo.
Dom Casmurro, Cap. II, de Machado de Assis.

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Aparentemente, as coisas continuam melhorando. Mas não sei se essência e solidamente também.

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Comecei a cogitar que seja inevitável que na vida levemos belos tombos. Mesmo quando a gente pensa que já levou e já se levantou de todos os tombos que deveríamos levar na vida. Isso que é inconformável!

"Dã" para mim? Hello, sou ingênua? Ou feliz mesmo?

Um animal noturno

Agora eu dei para perder o sono de preocupação. Legal, né? Aí eu tenho que acordar "cedo", depois de dormir pouco, e saio com cara de revoltada na rua. Parece até que as pessoas ficam me encarando. Devem ser as olheiras e o olhar vidrado.




Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

(...)

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.

Fernando Pessoa.

Sabem aquela vontade ordinária de colocar uns brincos de argola e sair para tomar sorvete? É.

Mais uma música de novela: Uma História Pra Ficar, The Originals.

Gosto de novelas, afinal, e daí, né? Hahaha. Novelas têm sido minha principal diversão cotidiana.

Vi ontem o último capítulo de Ciranda de Pedra, ouvi a música acima e me deu uma vontade de andar de vespa...

J. Morrison


A única obscenidade que conheço
é a violência.


É... Eu concordo.

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Caros amigos (sem alusões ao pasqui..., à revista, hehehe), estou superatarefada. As coisas até que estão andando, mas tenho que acelerar. Estou devendo selinhos, visitas. Vou fazendo isso aos poucos. Beijos!

"Tepeêmicas"?

Sei lá se é influência dos meus hormônios - já que, usualmente, não sou dada à TPM -, mas estou me sentindo meio para baixo. Meio que um fracasso. Um fracasso para fazer amizades com as pessoas, por exemplo... Detesto me sentir insegura. Mas quem gosta, né? Principalmente detesto ter neura por coisas que não existem - ou que só existem na minha cabeça louca.

Tudo se desencadeou na semana passada, quando tive aquela droga de prova, e, por causa dela, minha vida e meus outros afazeres ficaram em suspenso. Desde então não estou completamente bem. Estou sem ânimo para fazer certas coisas que eu quero fazer.

Hoje entrei no meu Orkut e, por causa de nada, pensei: "eu sou um fracasso". Dada a dramática frase, me toquei de como estava sendo exagerada... Mas é bom desabafar, falar o que se pensa. Como dizia uma professora minha, "escrever - [genericamente, falar] - organiza o fluxo de consciência". Também acho.

Well, well, vou usar o feriado de hoje - no estado de São Paulo - para tentar colocar as coisas em ordem: arrumar meu quarto, arrumar o escritório, arrumar a sala, arrumar fazer uma hidratação no meu cabelo. Vou fazer uma listinha do que preciso fazer.

Ter o ambiente em ordem é o primeiro passo para ter uma vida organizada e produtiva, na minha opinião. Aliás, li algo parecido com essa máxima numa entrevista de um ator de TV [sim, eu sei que soa medíocre], e comecei a observar nas pessoas. E o princípio tem se aplicado, a meu ver.

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Lições ao acaso: trecho de um post recente da Rosana Hermann:

E assim, sem faxineira, sem manicure, fui até a cozinha pegar minha marmita e...surpresa. Não tinha marmita. Nada.

Conclusão: se uma apresentadora de TV, antes de sair para o trabalho, tem de preparar sua marmita, um dos símbolos-máximos do proletariado, imaginem o resto da humanidade. I feel good.

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Um beijo!
Aos paulistas, bom feriado.

Os especias da semana

Vi há pouco a reapresentação do Manhattan Connection, e a TV continuou ligada, sem som, no GNT. Vejo um monte de moças e moços desfilando. Deve ser o São Paulo Fashion Week. Vi a Gisele. Li em algum lugar que ela não desfilou no Rio, mas desfilaria em São Paulo. Bem, não importa. Prossegue o esforço da indústria da moda, dominada por homens que odeiam as mulheres, para exterminá-las, coitadinhas.

Explico-me. Os caras que desfilam — muitos com o abdômen “trincado” à mostra — têm o que se pode dizer um corpo normal, isto é, com aparência saudável. Neles, claro, tudo está no lugar idealizado pelo homoerotismo dos rapazes dedicados ao corte & costura: nada de gordurinha na barriga; braços musculosos, mas sem exageros; rostos um tanto ambíguos, apelando a certa androginia adolescente. Mas ninguém tem cara de anêmico ou de anoréxico.

Já as moças...

Obs: grifos meus.
Texto completo.

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Desgosto (com o mundo):


Elefante mutilado por mina terrestre recebe prótese.

Mas sempre tem alguma coisa que salva - na mundo animal:

Uma cadela amamentando, além de seu filhote, dois bebês tigres.

Esse tipo de fato da natureza deve ser para servir de exemplo e não fazer a humanidade perder de vez a esperança. Ou seja: é uma "armação" da natureza para o homem não se perder de vez...

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Graças a Deus (?) vai estrear Onde Andará Dulce Veiga? nos cinemas. Eu A-M-O o livro homônimo do Caio Fernando Abreu, é um dos meus prediletos. Li apenas uma crítica, negativa por sinal, mas f***-se, vou ver mesmo assim. Recomendo vivamente o livro.

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Aposto que todo mundo já viu esta frase do John Lennon em algum orkut, blog ou fotolog por aí:

A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro.

Bem, eu já tinha visto várias vezes, mas nunca tinha me ocorrido que era de alguma música - não conheço muito bem a carreira-solo de John Lennon. Mas hoje, assistindo ao filme Mr. Holland - Adorável Professor, vi o Richard Dreyfuss cantando Beautiful Boy, a música do John em que é cantada a tal frase. Foi feita para o Sean, filho do John com a Yoko.

A propósito: o filme é legal, bonito. Um pouco estilo Forest Gump. Não é absolutamente inesquecível, mas vale a pena. Nota: 8,0.

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Presente que eu ganhei da menina mais fofa da blogosfera:


Que lindo! repasso-o para a Idylla. Sei que ela já ganhou, mas tá valendo ;). Também gostaria e repassá-lo para a Srta. Bia, mas acho que ela não curte muito essas coisas... Mas fica a homenagem.

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Músicas da Semana:
Redemption Song, Bob Marley.
World of Pain, Cream (uma das bandas do Eric Clapton).

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Um blog muito bom que eu descobri ontem:
Guerilha Cultural.

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E amanhã: cover do Pink Floyd ;).

Um beijo a todos e um ótimo final-de-semana.

***Update: para que que serve a caixa de formatação dos posts no blogger? Resposta: para me irritar que eu treine a minha paciência. (Porque colocar as coisas em perspectiva é tudo nessa vida.)

Definições em poucas linhas

Bom dia! Ainda é madrugada para mim, mas já de fato de manhã.
Recebi um meme da querida Camila e vou respondê-lo abaixo. Vejo por aí muitos blogueiros que não gostam de memes, alguns parecem até se ofender por serem indicados para responder. Não gostar, tudo bem, mas se ofender é um pouco demais na minha opinião. Qual é o problema para gerar tanta revolta? Afff... O questionário abaixo, por exemplo, é simples, mas me fez refletir sobre certos aspectos da minha atual vida... Quando eu iria colocar tantas definições simples por escrito? Só depois de muitos devaneios e divagações.

Mas, vamos lá:

Eu quero: receber logo um dinheiro meu que está para sair. Amém!
Eu tenho: muita energia mental? Hehehe, foi a primeira coisa que eu pensei.
Eu gostaria de ter: menos insegurança.
Eu gostaria de não ter: tantas neuras.
Eu acho: que a salvação da Humanidade está no conhecimento.
Eu odeio: gente desonesta, rap, hip hop, gente covarde.
Eu sinto saudades: de certas épocas da minha vida.
Eu faço: o que me é conveniente.
Eu fiz e não faria de novo: gastar dinheiro por causa de pessoas que não valem a pena (tipo ligações internacionais para um ex fdp).
Eu fazia e deixei de fazer: gostar de cultura popular. Já fui do tipo que participava de bloco de Carnaval, hehehe.
Eu escuto: rock de todo tipo.
Eu cheiro: o meu cabelo, de vez em quando.
Eu imploro: por atenção, às vezes.
Eu pergunto-me: será que posso julgar o resto do mundo a partir dos meus princípios?
Eu arrependo-me: de ter gasto dinheiro por causa de pessoas que não mereciam. Respondo isso novamente de tanto que é grande o arrependimento.
Eu amo: ler.
Eu sinto dor: física? Alergias de toda sorte. Psíquica? Rancor, ódio.
Eu sinto falta: de uns parentes que moram longe.
Eu sempre: acabo me dando bem, mesmo que por vias tortas.
Eu não fico: fofocando por maldade.
Eu acredito: em Deus.
Eu danço: quando eu estou bêbada porque sou tímida para isso, hehehe.
Eu canto: quando estou dirigindo.
Eu choro: de decepção, mas é muito difícil.
Eu falho: a respeito de alguns (pre)conceitos que eu construo...
Eu luto: contra a ignorância, a desonestidade e o oportunismo.
Eu escrevo: para extravasar meus pensamentos, meus sentimentos.
Eu ganho: e me sinto sortuda.
Eu perco: e penso que as coisas têm mais chance de ser desse jeito mesmo...
Eu estou: ansiosa pelo meu dia de amanhã, pois eu farei várias coisas legais.
Eu sou: sarcástica, porém educada.
Eu fico feliz: quando cumpro com todas as minhas tarefas e os meus compromissos.
Eu tenho esperança: de que as coisas vão melhorar.
Eu preciso: de ter pessoas por perto.
Eu deveria: ser menos obcecada a respeito de uns certos assuntos...

Repasso para Idylla e Gustavo.

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Hoje, lendo o
blog da Ana Maria Cordovil, li um poema maravilhoso atribuído ao Fernando Pessoa, o qual reproduzo abaixo.

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

Essas palavras dizem bastante a respeito de mim mesma hoje em dia: as coisas não estão muito boas, mas eu ainda acredito que a vida é mais.

É isso.


Boa sexta-feira, dia abençoado.

Frase do dia... ou melhor, da noite:

Jogo Brasil X Argentina:

Claro que, como mau patriota, o blogueiro torcerá pelos "hermanos" - que, pelo menos, esperneiam contra o governo, quando este lhes retalha os bolsos e brande impostos como "distribuição de renda" (la Kirchner dixit).

E olha que o blogueiro traidor abomina futebol, além de estar doido por umas férias...

P.S.: quem perde para o Paraguai, não merece empatar com a Arrrentina.
Do Orlando Tambosi.

Hehehe, it's me. Mas não odeio futebol, simplesmente não me importo. E me impressiona o quanto as pessoas dão importância a ele. Já vi uma pessoa falando que a seleção brasileira de 2006 desrespeitava a PÁTRIA. Pois é, a pátria. Como se a atuação de jogadores de futebol fosse relevante para alguma coisa, quanto mais para a pátria, o povo, as instituições nacionais que realmente fazem a diferença.

Apesar de eu não costumar assistir à tv aberta, eu me sinto mais "órfã" às quartas-feiras à noite por causa dos jogos de futebol que vão ao ar na Globo. É o poder da marca.


A propósito: sempre que eu zapeio na TV sem nenhum objetivo, eu acabo sintonizando no Shoptime e fico com dó dos apresentadores de lá... Eles fazem programas ao vivo de domingo, tarde da noite nos dias de semana. E ainda os apresentador de Shoptime tem que passar felicidade para os telespectadores. Vender eletrodomésticos na TV depois das 9 horas da noite, de dia de semana: ninguém merece, ninguém pode ser feliz assim. Acho isso exploração, não importando o salário deles.

Boa quinta!

O meu MELHOR modelito para o inverno é...

Este!
Hehehehe!

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Quando eu estou numa época sem nada obrigatório para fazer, eu gosto de ler bastante. Ou livros de literatura, ou livros didáticos sobre cultura, história e geografia gerais. Gosto dos últimos para me contextualizar a respeito das notícias que eu sempre leio nos jornais e vejo na televisão, mas bem superficialmente. Por exemplo: o que é, onde e por que ocorre um conflito envolvendo os curdos? Pois é, por aí. Então, quando eu não tenho nada para fazer, eu pego os meus livros antigos, das 7ª, 8ª séries, e fico estudando os mapas, lendo os textos, etc, para entender várias questões.

A minha educação na escola foi boa? Sim, foi. Mas nunca quis me estender muito além da história e da cultura da Europa Ocidental. Da América, além do Brasil - e olhe lá -, só retive o que aprendi sobre os EUA e a Argentina. Agora, tô tirando o "atraso", principalmente porque penso em ingressar na carreira diplomática - eventualmente, um dia, quem sabe, plano B.

Bem, até aí, tudo bem. Sou só mais uma intelectual - hehehe, para não dizer nerd - feliz e entusiasmada. O problema é que, como gosto de ler principalmente à noite, antes de dormir, eu me empolgo, fico excited e não consigo pegar no sono por ficar pensando no mundo, na humanidade e em seu futuro, etc, etc.

E, assim, cá estou, mais de 6 horas da manhã sem conseguir dormir, mesmo o meu sono ter se manifestado lá pelas 3 horas da manhã. Acho que vou comer alguma coisa e ir para a academia daqui a pouco. Já que é para ser punk, sejamos punk inteiros, né? Hahahaha.

À noite, é mais conveniente que eu leia coisinhas mais água-com-açucar, literatura comercial. Tipo Lya Luft e best-sellers de ficção e tals.

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Sobre o meu domingo: cada vez mais me convenço que as pessoas pobres e pouco escolarizadas são menos, muito menos, estressadas do que as com (um pouco de) dinheiro e "estudadas". Isso como regra, claro. Não como verdade absoluta.

E algo de que eu me lembrei, também no domingo:

Nunca tive interesse nenhum em visitar uma favela. Não gosto de pobreza nem de pobres. Bem entendido, não é que não goste daquele ser humano que é pobre. O que não gosto é da condição de pobreza. Adoraria ver exterminados todos os pobres do mundo. Não estou falando de genocídio. É que gostaria de vê-los, não digo ricos, mas pelo menos em boas condições de vida.

Da crônica Sobre Turismo, de 4 de maio de 2008, por Janer Cristaldo.

Sem mais.

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Ontem:
-fiz uma listinha das coisas que eu havia feito na semana passada e fiquei superorgulhosa de mim, por ter "desempacado" várias coisas, resolvido assuntos, comprando coisas (tipo o roteador, hehehe) e tals.
-Sabe quando te dá uma revolta orkutiana e você deleta quase todas as 100 fotos que você tinha colocado no Orkut? Pois é. Tô com vontade de deletar TODAS, mas me dá dó de apagar os comentários das fotos.
Obs: muito empolgada uma pessoa que coloca tipo 400 fotos no Orkut, né? Já vi álbum com mais de 800 fotos... Afff... Que paciência.

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Uma dica de uma insone para o inverno:
Quando você quiser tomar leite com achocolatado à noite - ou em qualquer horário, claro, hehehe -, em vez de esquentar a bebida no microondas, faça-o no fogão. Um pouco antes de ferver, coloque o chocolate e deixe dar uma fervidinha rápida. O açucar pode ser depois. Fica SUPER gostoso, um cremosinho de leve.

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Boa terça!

Noite e dia perdidos

Então, a balada de ontem foi meio chata - para mim, pelo menos. Não sei se era a companhia. Dizem que o que conta nesses lugares é a companhia - o que eu acredito em partes. Mas eu estava com um dos meus melhores amigos. Acho que sair em dois não rola muito. Mas também não gosto de depender de outros para sair, acho um saco. Eu quero ir num lugar e chamo as pessoas. Um combinando de ir e eu já vou. O que eu não gosto é de ir a lugares que os outros decidem...

Bom, sempre que saio, costumo beber. Gosto. Ontem tomei 3 Smirnoffs Ice, 1 dose de amarula e 1 coquetel Bloody Mary e continuei sóbria. E depois ainda paguei 50 reais no barzinho. Ai, que raiva! Não ligo de gastar essa quantia numa balada de vez em quando. Mas só quando é muito boa. Não numa em que eu não me diverti muito nem bebi para ficar alegrinha (expressão cafona, eu sei). Mas, bom, deixa estar. Fazer o quê, né? Ainda bem que eu ainda não tinha saído nesta semana. Os 50 reais compensaram por todos os outros dias.

Nossa, não sei o que eu invento de tomar Bloody Mary. Aliás, não sei como alguém inventou essa mistura, hehehe. Nunca gostei, sempre me foi repulsiva. Mas tudo bem, serviu para aprender: Bloody Mary nunca mais!

Aí, cheguei em casa e dormi cedo - para os meus padrões. Acordei cedo também por causa da minha mãe, que foi deixar um recado comigo antes de sair. Voltei a dormir umas 10:30 e acordei 16:30, pqp! E hoje não vou poder ficar acordada até muito tarde, porque amanhã eu tenho um compromisso e tenho que levantar "cedo" - 9:30.

É, mas hoje vou ficar na minha. Namorado tá aqui, foi trabalhar hoje e vai dormir cedo. Eu vou ficar na net, lendo livros, etc.

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Pensamento que eu li no blog da Taty - não tenho certeza sobre a autoria:

Quando você não gosta de uma pessoa é apenas rancor. É um problema que você tem consigo mesmo.Quando você não quer que ninguém goste daquela pessoa aí é inveja mesmo.É um problema que você tem com ela.Quando você não gosta de uma pessoa, não quer que ninguém goste dela e ainda tenta convencer seus admiradores de que ela não vale a pena, aí já é uma patologia grave. Você queria SER ela e ter os amigos e admiradores que ela tem.Ou seja, você tem um problema consigo mesmo, com ela e com o mundo!

A-do-rei!

Beijos para todos!

Um trecho de Antônio Prata

Então os políticos em quem confiei se meteram nas mesmas encrencas que a gente achava que eles combateriam, Gorbatchev faz propaganda de bolsa, eu escrevo frases como 'quando eu tinha a idade de vocês' [adolescência] e vejo que cheguei à quarta década da vida com muito mais dúvidas do que certezas. Não entro mais em intermináveis discussões em mesas de bar, defendendo até a última gota de suor minhas opiniões sobre as cotas para negros, a legalização da maconha ou a novela das 8. Dou minha opinião, resignado, sem nenhuma esperança de convencer os outros.

Antônio Prata, em Desafivelar os Cintos - Confissões de um Trintão, na edição 1039 (março de 2008) da revista Capricho.
Não, não leio a Capricho. Já li bastante, hehehe, mas são fases... Considero-a, hoje, uma revista rídicula e super-alienante. Mas a folheio quando cai na minha mão.

Gostei desse excerto do Antônio Prata. Tenho 24 anos e já me sinto resignada, não estou muito preocupada em mudar o mundo, a opinião das pessoas, etc. Pelo menos não a ferro e fogo. Quando eu não ridicularizo atitudes delirantes de jovens, eu simplesmente as ignoro.
Mas, apesar de já tranqüila em aceitar - ou ignorar - o resto, ainda possuo mais certezas do dúvidas. Ou melhor: já possuo mais certezas do que dúvidas. Foi uma "aquisição" de maturidade que não pretendo perder.

PS: o livro do Antônio Prata As Pernas da Tia Corália não é bom. Ou melhor: não presta. Mais um livro que tem mais marketing-bem-sacado-no-título do que um bom conteúdo.

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Agradeço à lindinha da Dafne por ter me concedido o selinho Blogger Del Dia. Obrigada, querida!

Livro "Cleo e Daniel", de Roberto Freire

Primeiro romance de Roberto Freire, lançado em 1966, escandalizou o país com sua linguagem contemporânea e contundente. Foi considerado um “Romeu e Julieta” nacional. Dois adolescentes, de quinze e dezessete anos descobrem e vivem o amor total, e por isso mesmo são caçados pela população da cidade de São Paulo. Com mais de trinta anos, continua um romance atual e interessa igualmente à juventude.
Dito aqui.

Acabei de ler o livro e quis colocar trechos que eu considerei interessantes aqui no blog. No entanto, não tenho paciência para escrever enredos de qualquer coisa no mundo. Daí, procurei pela internet algumas sinopses e descobri que o livro havia sido lançado nos Anos 60. Isso me surpreendeu. Me pareceu uma historia dos Anos 80, começo dos Anos 90. De fato, a sinopse acima está correta: Com mais de trinta anos, continua um romance atual e interessa igualmente à juventude.

Mas o enredo acima ainda continua incompleto. Aqui está o melhor resumo.

Bem, o livro não é o que eu esperava. Mas também não é o que eu esperava para pior: um romancezinho boboca sobre dois jovens descobrindo o amor, blá, blá, blá. Eu imaginava que fosse apenas isso. Não, tem bastante coisa interessante. Mas me surpreendi por eu não tê-lo considerado o melhor livro que eu já li na minha vida, como muitas pessoas consideram.

Pensando agora que o lançamento foi nos Anos 60, com certeza ABSOLUTA causou muita polêmica...

Por que me interessei em ler Cléo e Daniel: primeiro porque é famoso, sem falsa hipocrisia. Segundo porque o título é muito bem sacado: Cleo e Daniel, Cleo e Daniel, Cleo e Daniel. Uma excelente rima, no mínimo. Roberto Freire é gênio nisso, parece-me: um outro livro seu bastante famoso é Ame e Dê Vexame. Não tem como não ter vontade de ler.

Enfim, vou transcrever aqui alguns dos trechos de que eu mais gostei:

[Situação: Cleo e Daniel beijam-se em uma praça. Não é o primeiro beijo deles - que haviam até transado até então -, mas é a primeira vez que eles sentem o amor. Como estão num lugar público, transeuntes os observam]

Quem, como pessoa, pode suportar, face às suas limitações, frustrações e angústias, a imagem da liberdade total, do prazer e da alegria revelados de forma pura e natural? Quem, como pessoa, que racionaliza o impossível, que mistifica o misterioso e sublima a impotência, pode tolerar a visão física do eterno, o segredo humano revelado, a energia vital possuída e possuindo?

Não sei via nada, além da estátua de um beijo. Estátua de carne, mas estátua. Nenhum movimento. Apenas o tempo do beijo era maior, como o das estátuas. Só isso se via sobre o banco da praça. cada um que olhava, entretanto, sentia o que não estava olhando. E entrava merda em lugar de sangue, em seu coração. Sentia, cada um, ao ver aquilo, o que não houve nunca em si mesmo. E a estátua de carne torna-se uma ofensa. Ofensa insuportável que exige revide. Necessidade de revide que inveja, é o ódio. E quando chega-se ao ódio, descobre-se o amor. O amor inatingível, o alheio amor. Então, olhando o beijo de Cleo e Daniel, sentindo o que vê - o desconhecido sentimento, o inatingível prazer - cada um é um mendigo em desespero Cada um é o ódio exigindo destruição.

Esse foi o trecho de que mais gostei, o mais memorável para mim. Depois coloco os outros.

Nota do livro: 8,0
Motivou a: - ler Coiote, também do Roberto Freire, para ver qual é, hehehe;
- conhecer a tragédia Daphnis e Chloe, em que é baseado Cleo e Daniel e é citada diversas vezes no livro.

Ainda não pensei em nenhum "lição" substancial a se retirar do livro...

Conclusão

Todo grande feito que necessite de manutenção é chato.
Por mim mesma.

 
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