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O lado tonto da educação ideal (?)

O ruim de se ter uma educação - na escola, na "mídia", blá, blá, blá - que incentiva a ser uma pessoa "crítica" é que você passa a fazer avaliações e a racionalizar as coisas idiotas e sem importância: novelas, personalidades/celebridades, pauta dos programas de TV, etc.

Eu não consigo assistir a Viver a Vida sem:
- analisar as roupas das personagens da Bárbara Paz e da Camila Morgado - hoje, porexemplo, elas vestiram microvestidos; pensar em como a Bárbara Paz é esquisita; pensar em como o papel da Camila Morgado é medíocre para o talento dela;
- pensar nos absurdos do enredo;
- pensar na idiotice que são os nomes de algumas personagens - "Paixão", por exemplo;
- pensar em como os diálogos são clichê.
- pensar que todas as novelas desse autor seguem o mesmo esquema: Rio de Janeiro / classe média meio medíocre / bossa nova / temas sérios melodramatizados.

Hoje, porque eu estava/estou meio doente, passei o dia acamada, vendo TV. Assisti a uns 4 seriados, a 2 novelas, a 2 filmes e a 1 programa de TV.

-No GNT, vi o Superbonitas. Pelo site do programa, fiquei sabendo que o Alexandre Borges é quem será o apresentador nesta semana. O tema de hoje era a cor vermelha. Pois bem, apareceu o ator discutindo sobre roupa vermelha com a Cláudia Ohana. Em dado momento, eles fizeram comentários a respeito de uma calcinha vermelha da atriz! Avaliação: o que uma pessoa não tem que fazer para ganhar dinheiro.

- Durante os intervalos do GNT, aparece uma vinheta do canal, em que, sabe-se-la-por-quê, aparece de relance uma mulher seminua... Avalição: Pra quê? Isso significa o que em relação à filosofia do canal?

- Aí, mais tarde, vendo Dalva e Herivelto, a nova minissérie da Globo, eu penso: como a Dalva de Oliveira era corna/ coitada. Mesmo tendo sido abandonada há ANOS pelo Herivelto, ainda chamava por ele no leito de morte, sendo que ele não queria vê-la. Ah, sim: a avaliação sobre o Herivelto é de que ele foi um grande fdp. Aí, eu começo começa-se a pensar: a vida é muito complicada e comprida. / Deve-se deixar o passado para trás mesmo (mas é tão difícil!) / É difícil julgar as pessoas: a Dalva era, com todo respeito, uma ignorante; é até natural que ela ficasse presa à imagem do primeiro homem da vida dela, etc, etc.

- Se hoje se fazem minisséries a respeito de ídolos populares do passado, o que veremos num futuro ainda longínquo? A história da Carla Perez?

- De tarde - meio fora de sequencia temporal este post, eu sei -, vi O Preço da Coragem. Um filme excelente... Não tenho mais criatividade nem vontade de formular uma tese melhor sobre ele. A única coisa que eu quero dizer é que a interpretação da Angelina Jolie está muito boa nesse filme, bem melhor do que em A Troca... Se ela merecia um Oscar, era por O Preço da Coragem. Tese 2: VTNC os Bin Laden e simpatizantes de terroristas da vida! Malditos! Atrapalharam a vida de todo na última década. Ninguém ganha NADA com isso. Só esses viadinhos fundamentalistas que ganham uma coisa bem almofadinha mesmo: prestígio entre gente ignorante como eles. #prefiro-não-saber-nada-para-não-ficar-irritada.

- Depois, vi e gravei As Bruxas de Eastwick. Esse filme, que também é muito bem feito, é lenda para mim, porque eu o tinha gravado quando era criança. Nem lembrava que tinha efeitos especiais na história - apesar do título, hehehe. Enfim, esses filmes da infância, eu gosto de ver/gravar do jeito que eu assisti na primeira vez: dublados, no áudio original (da dublagem ;) ).
*Eu comprei, por exemplo, o box de De Volta para o Futuro e, como tudo que é passado para DVD, não vem aquela dublagem clássica de Sessão da Tarde. Assim, quando passar em algum canal furreca da vida (Band, Globo, TNT), eu ainda pretendo gravar a versão com a dublagem original! ;) Aquela que tem o McFly xingando enfaticamente os assassinos do Doutor de "desgraçados!" \o/.

Sério, ter blog e Twitter faz com que se tenha vontade de comentar sobre TUDO, a QUALQUER momento. Ontem, vi não sei onde que o excesso de informações (da TV, da internet) pode estar fazendo com que o cérebro humano fique sobrecarregado de dados. Independentemente de confirmação científica, eu estou assim: estressada por causa de coisas banais. Tenho parar com isso porque simplesmente não vale a pena.

Minha vida fica melhor quando não assisto muito à TV, nem acesso a portais na internet - os quais têm muita poluição visual e "informacional". #blé

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Bom Ano Novo!...
(Se bem que eu ando pensando, sobre mudança de anos, como disse o Maldito nesse post aqui.)

Faço o melhor que sou capaz...

Ai, ai... Me aconteceram uns problemas na última semana os quais eu quero simplesmente ESQUECER. Apagar da mente, no máximo que for possível.

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Eu SEMPRE me esqueço de fazer isso, mas vou, AGORA MESMO, colocar uma sacola "ecológica" dentro da pasta que uso todos os dias para levar meus materiais para a escola. Isso porque eu sempre passo em algum lugar depois da aula para comprar alguma coisa e ficam juntando sacola de plástico atrás de sacola de plástico aqui na minha casa. E, se eu acredito que há algo por que valha a pena lutar, é pelo meio-ambiente.

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Vi esta figura no blog da Ana Maria. Lembrou-me dos meus amigos.

Realmente, amigo de verdade te apóia até quando você fala que vai fazer uma idiotice (como lutar por um ex nada a ver, etc).

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Acabei assistindo a Crepúsculo duas semanas atrás, no Telecine. Como eu esperava é apenas razoavelzinho, para adolescentes. E nada mais. E ainda bem que eu não comprei o livro. Se a escrita for bem trabalhada, talvez seja interessante ler a obra, porque deve ter alguns momentos emocionantes e tals. Eu até curto livrinhos de narrativas água-com-açucar, de romancezinhos adolescentes. Mas daí a pagar 40 reais por uma historinha dessas me faz refletir...

Bom, eu não gosto, mas não tenho nada contra quem goste desse tipo de livro - Crepúsculo, Harry Potter, etc. Se isso faz meus alunos LEREM, eu ergo as mãos para o céu e agradeço. No mínimo, vai ajudá-los a cometer menos erros ortográficos, vai lhes incutir, inconscientemente, princípios de sintaxe. Hehehehe, já é muito.

Ah, só acho ridículo pessoas adultas e que se acham BABANDO por causa de Harry Potter ou Senhor do Anéis, coisas do tipo. Conheço gente assim e acho meio patético. Mas, como eu não tenho nada a ver com isso, então, que se dane ;).

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É isso.

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:**

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Título do post inspirado na música O Vencedor, dos Los Hermanos - pra quem não sabe :D.

Am I hallucinating here?

Na primeira vez que eu tive um problema sério com uma classe, eu quase chorei em sala-de-aula, de nervoso e de humilhação. Concentrei meus pensamentos no meu namorado - aliás, mais especificamente, no que ele me diria naquela hora, porque ele é muito individualista e tem muita autoestima - e consegui me segurar. Só chorei quando cheguei em casa, na frente da minha mãe, coisa que não costumo fazer. E, na noite daquele dia, não consegui dormir.

Na segunda vez que eu tive um problema sério na escola - dessa vez com uma aluna, da mesma classe fatídica de que eu falei acima -, eu fiquei umas boas horas encanada. (Chamemos essa aluna de Aluna Insuportável, porque estamos na internet. Ao vivo, a alcunha que eu dei a ela é bem mais pesada.) Pensava se iria dar problema, se iria ter reclamação de pai, etc. Isso porque eu disse para a menina que gritar e atrapalhar durante a explicação da matéria era idiotice.

Na terceira vez que eu tive um problema com um aluno - adivinhem de que sala... -, eu fiquei algumas poucas horas pensando, encanada. Como na vez anterior, eu dei uma resposta àcida e merecida devido à impertinência e à folga do indivíduo.

Na quarta vez que eu tive problema na escola, com duas alunas, obviamente da famigerada sala, eu desencanei em pouco tempo. Contei para todo mundo: professores, amigos, namorado, mãe, tio. E até cheguei a perceber que eu fui cruel com uma delas:

Aluna insuportável, num tom de deboche: Eu queria que você escorregasse nesse lápis que está aí no chão e caísse.
Eu, a professora: Ai, Aluna Insuportável, eu queria que você morresse. Aliás, outro dia, vi no Orkut de uma menina da classe uma mensagem de luto em relação a uma pessoa com o mesmo nome que o seu. Fiquei até animada, pensando que fosse você. Mas não era...

Esse último caso aconteceu hoje.

Mais tarde eu descrevi essas meninas para uma amiga minha. E esta assim as definiu, na fonte original usada no MSN:
"deixa eu traduzir... são tchutchucas, metidas a piriguetes, estagiárias de puta, que são autênticas lavadeiras..."

Sim, sim. E o melhor de tudo é que EU FAÇO os alunos aprenderem, no 9º ano de Ensino Fundamental, conceitos de gramática que (a maioria dos) alunos das faculdades de Letras não entendem. Conceitos como oração principal, oração adverbial, etc. Devo pedir desculpas pela minha falta de modéstia?

Uma vez, eu estava falando
para esta sala (dentro de uma contexto de estudo) sobre pessoas que se acham:
Aluna Insuportável: Pessoas que nem você?
Eu, a professora: Não, eu não me acho. (Frase oculta: Eu tenho certeza.)

Bom, pelo menos a boa notícia do dia é que eu levei, para os alunos do 6º ano, uma revista francesa de moda, para falar sobre a linguagem visual usada nas propagandas, e eles adoraram.

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Até peço desculpas pelo tom esnobe do post, mas, quando se trata de educação, especialmente na escola pública, eu sou muito ortodoxa e até intransigente. Tenho por princípio de que os alunos devem receber a melhor instrução DO MUNDO, porque essa é a escolha profissional ÉTICA do professor, e porque eles têm esse direito. Assim, como têm o DEVER de se comportarem como os melhores alunos do mundo - ou, no mínimo, como gente civilizada.

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Beijos, tchutchucos!

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PS1: Me lembrei desta cena de Picardias Estudantis. Eu sou mais ou menos como esse professor, hahaha. (Mas não rasgaria o papel.)

PS2: O título do post também é uma referência ao filme. É isso que o professor fala quando o aluno maconheiro da classe recebe, por delivery, uma pizza dentro da sala de aula.

Demian, Bastardos Inglórios e Pedagogia

Eu estou há meses para terminar de ler Demian, do Hermann Hesse. MESES. No começo, eu achei legal, me empolguei. Mas depois, e ainda agora, virou uma leitura arrastada, cansativa, pesada, só por obrigação.

Não gosto de ler por obrigação. Me sinto uma adolescente que lê Machado de Assis sem realmente compreender, apenas para fazer provas e vestibulares. Eu, aliás, considero contraproducente mandar jovens lerem Dom Casmurro, por exemplo. Certas obras, sem um pouco de maturidade e experiência de vida, não rolam.

Outra coisa de que eu não gosto de fazer é de ler resenhas antes de ler o livro em si. Para não me influenciar. Tanto que, várias vezes, eu li um livro e depois fui pesquisar sobre ele na internet e encontrei resenhas e opiniões quase nada a ver. Então, eu prefiro pegar o livro - que, em geral, chama minha atenção pelo prestígio entre os críticos - e simplesmente ler. DEPOIS eu me inteiro dos juízos a respeito.

Mas, enfim, agora eu vou até o fim com Demian. E vou pesquisar a respeito, sim, antes de terminar, para ver se encontro algum sentido melhor do que o que eu depreendi até agora.

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Mudando de assunto: assisti a Bastardos Inglórios, último filme do Tarantino. Sinceramente, houve momentos durante a sessão em que eu me senti entediada - porque eu sou do contra :P. Mas depois do filme, eu fiquei muito tempo pensando a respeito do enredo, das cenas. Me deu até vontade de assistir novamente, neste fim de senama... Então, CLARO que é um bom filme. Ser do Tarantino já indica a qualidade.

No entanto, ainda considero os dois Kill Bill o auge do diretor. Roteiro, fotografia e atuações PHODA.

Algumas opiniões sobre Bastardos Inglórios:
- O MAIS interessante do filme é que, em muitas cenas, o idioma falado não é o inglês. Como o pano de fundo é a Segunda Guerra Mundial (para quem não sabe), há várias partes em que se fala alemão e francês, e até italiano. Mesmo a Diane Gruger interpretou em alemão. Eu achei esse recurso do filme bastante interessante.
- A melhor atuação ficou por conta do ator Christoph Waltz, o nazista "Caçador de Judeus", que intrepreta em vários idiomas e tem uma excelente presença em cena.
- A personagem da Diane Kruger não serviu para nada. Acho que só apareceu para mostrar a atriz, que está muito bonita no filme.
- Já tinha visto um filme francês com a atriz Mélanie Laurent, que interpreta a judia da história. Ela aparece loira em Bastardos Inglórios, mas acho que ela fica mais bonita ruiva ou morena. (Este comentário poderia ter a tag "observações ultra-relevantes", hehehe...)
- Através desse filme, eu descobri a música Cat People, do David Bowie. Pagaria dois ingressos por isso.
- As cenas mais engraçadas são: uma, no começo do filme, com o Hitler falando "Nein, nein, nein" e batendo na mesa, de raiva; e outra com o Brad Pitt falando em italiano.

Nota geral do filme: 9,0.

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E eu tô estudando para os concursos. Pedagogia é interessante, em tese. Apesar das palhaçadas que alguns pesquisadores PRESTIGIADOS escrevem - coisas do tipo "uma escola ideal não pode existir num mundo capitalista, blá, blá, blá...", hahahaha. Mas certos conceitos e métodos são, pelo menos, intelectualmente estimulantes.

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Beijos.

O Joaquim Barbosa? Eu achei ridículo.

Bem, sobre a polêmica a respeito da briga entre ministros do STF: eu achei ridícula a postura do ministro Joaquim Barbosa, sentindo-se "o" perseguido ao dizer que estavam sonegando-lhe informações a respeito de um processo. Afff...! E também por se exaltar e ofender pessoalmente outro ministro - Gilmar Mendes - quando discorda de algo que foi dito... Dá licença... É não respeitar o local onde trabalha. Não acharia esse tipo de coisa adequada nem num empresa privada com 5 funcionários; muito menos, no maior órgão judiciário de uma nação.

Um resuminho: "Agora que as sessões são televisionadas, qualquer ministro que comece a espernear, simulando querer mais justiça do que os outros, leva vantagem. Tudo depende do caráter de cada um e do quão oportunista se pretende ser. Lula também já fez muito sucesso — e faz ainda — tratando o que não funciona no governo como coisa que não lhe diz respeito. O que sei é que não se melhora a Justiça passeando em calçadão em dia útil." - Reinaldo Azevedo. Eu concordo!

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Ah, tenho um twitter agora! :) Endereço: http://twitter.com/chere_sagesse . Quem quiser, me adicione - ou melhor: me siga - e mande um "oi". Bem mais simples de atualizar do que um blog.

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Beijos!

Usa Windows pirata e depois reclama na Microsoft

Eu não me espanto mais com a situação do Brasil. Com a corrupção, com o "coitadismo" e adjacências. Não me impressiono quando vejo que um deputado construiu um castelo medieval (provavelmente) desviando dinheiro público e sonegando tributos. Não tenho dó do povo brasileiro também; a maioria tem o que merece.

(O que me impressiona socialmente falando são as peripécias dos bandidões para atingir seus objetivos no campo da violência corpo a corpo, da violência de verdade. Sei de uma história - que não ocorreu no Brasil, mas sim no Paraguai - em que o traficante matou um bebê, estripou-o e colocou cocaína dentro da pequena carcaça para poder passar tranqüilamente pela fronteira em direção ao Brasil... Esse tipo de coisa me espanta.)

Outro dia, lendo o blog da Ana Maria Cordovil, vi um vídeo com outro tema que me impressiona: a falta de educação das pessoas. O vídeo é o que está aqui e é basicamente o seguinte: uma pessoa usava a versão pirata do Windows em seu computador; aceitou a atualização on line e começou a dar aquela mensagem de erro quando se inicia a máquina. Até aqui beleza, normal. Todo mundo faz isso, não adianta ser hipócrita, não sou eu quem jogarei pedras.

A questão é que a dona do computador com o Windows sem licença, com o aviso de que "foi vítima de software pirata", teve a CAPACIDADE de ligar na MICROSOFT reclamando daquela mensagem e ORDENANDO ao atendente que a ensinasse a desfazer a atualização. Como o coitado do telefonista solicitava os dados da madame e da mademoiselle (a filha) para que pudesse abrir um processo e tals e executar o procedimento cabível (e possível) - aquelas coisas normais de serviço de atendimento -, a louca simplesmente começou a xingar o mundo inteiro: o telefonista, a Microsoft, disse que foi "ludibriada" pela mensagem que pedia a atualização e ainda falava que ia processar, levar ao Procon!

Ouvindo a gravação, fica nítido de que não se trata de pessoas explicitamente ignorantes. Mãe e filha sabem - em tese - conversar, sabem procurar o número de telefone do serviço de atendimento da Microsoft, a louca mais velha conhece o verbo "ludibriar". Em certo momento, madame diz que sabia que instalou um Windows pirata. Ou seja: é gente que deveria saber discernir quando está certa ou errada, quando tem direitos ou não tem. Mas não. Elas ainda quiseram fazer e acontecer - através do telefone ¬¬ - contra a Microsoft e o coitado do funcionário. É como comprar um cd de músicas pirata e depois telefonar na gravadora para reclamar que uma música veio riscada...

Esse tipo de coisa ainda me impressiona: gente que se acha, mas não tem um pingo de educação de berço; que na hora do "vamos ver", só sabe gritar, xingar e mandar empregados tomar naquele lugar. Gente que conhece o verbo "ludibriar", mas não sabe o que significam as palavras "classe", "cortesia", "educação".

Sempre tive pena de telefonistas e atendentes de telemarketing. Nunca achei graça nas pessoas que os ficam xingando, os ficam "tirando", desligam o telefone na cara deles. Pelamordedeus! Gente, eles são empregados, funcionários que cumprem ordens, que seguem padrões estabelecidos por diretores de marketing, por gente superior a eles na hierarquia da empresa na qual trabalham. Não adianta nada ficar xingando e humilhando essas pessoas.

Telefonistas TÊM, sim, educação e "desconfiômetro". Eles têm a noção de que costumam ser enfadonhos. Os que oferecem produtos sabem que telefonam em horários inoportunos e/ou são inconvenientemente insistentes em suas propostas. Ou alguém acha que empresas do tipo Editora Abril, Jornal Folha de São Paulo, Unibanco, etc, contratam qualquer zé-ruela para falar com o público? Com certeza, não. Esses profissionais são gente esforçada, trabalhadora, mas que VAI preferir ser inconveniente e ouvir desaforos dos outros a ter um outro emprego ruim ou a passar necessidade. Se os métodos de abordagem deles são ruins, se eles se apegam demais ao protocolo, a culpa é das empresas. Quer xingar alguém? Xingue a Telefônica, a Vivo. Xingue as empresas - elas merecem mesmo, nessa parte. No entanto, DEVE-SE ter em mente que os funcionários delas cumprem ORDENS para não passar fome.

E assim caminha a humanidade.

A propósito: quando empresas me telefonam e eu não estou interessada, eu simplesmente respondo isso: digo que não estou interessada e agradeço, mas no momento tal produto ou serviço não me será útil. Se insistem, eu insisto também e sou firme na minha resposta. É a postura mais sensata, na minha opinião.

O site de Pandora

Aí que ontem eu estava procurando na internet os resultados das eleições e cheguei nesta seção do site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Uma beleza. Lá tem todos os dados que interessam: quantidade absoluta de votos de cada candidato - tanto a prefeito quanto a vereador -, quem acabou se elegendo de fato, a porcentagem de votos de cada um, etc.

Eu pesquisei sobre os resultados da minha cidade, das cidades próximas, das cidades onde moram meus parentes, das cidades onde moram meus amigos, das cidades pelas quais eu cultivo uma certa empatia; enfim, de todas as cidades que me interessam. É praticamente um Orkut das eleições, tudo público.

Creio já estar bem vacinada em relação à política, embora eu ainda goste do assunto. Já vi coisa de que até Deus duvida em eleições. Assim, pouca coisa ainda me espanta. Nem falta de vergonha na cara de políticos, nem gente vendida, nem alianças espúrias. De fato, desde que eu comecei a acompanhar, para valer, política e eleições, eu passei a não ter mais dó do povo brasileiro, em sua imensa maioria. Pessoas que vendem voto não são umas coitadinhas, vítimas do sistema, mas sim oportunistas, gente que se aproveita da situação, pessoas sem educação alguma. Puros malandros.

Vendo as relações de vereadores de várias cidades, fica mais do que evidente em que tipo o povo brasileiro vota com entusiasmo: pastores religiosos, médicos e/ou dentistas, "artistas" (como o Netinho de Paula em São Paulo) ou figuras nada mais do que socialmente prestigiadas, como o "Marquinho da Vanda" ou o "Jairzinho da Promoção". É praticamente um Big Brother Brasil com médicos, religiosos e mulheres-fruta, as locais.

Sei que existem exceções, é óbvio. Certamente há pessoas bem-intencionadas, que se candidatam para colaborar com a sociedade, que não estão atrás pura e simplesmente de poder e dinheiro. No entanto, se candidatos com essas características atingirem coisa de DEZ por cento dos eleitos, já podemos soltar rojões para comemorar.

Na minha cidade, por exemplo, o que teve mais votos foi um dentista que, mui "fraternalmente", "distribui" dentaduras durante todo o ano eleitoral. Que bonzinho, não é mesmo?


Outro vereador foi um pastor que "ajuda" MONETARIAMENTE pessoas, para que elas o "apoiem" nas eleições. Uma santa alma.


E a polícia faz o quê? Prova que alguns de seus membros não servem para muita coisa.
Juro que eu vi gente fazendo propaganda de candidato
escancaradamente, num lugar público, em plena sexta-feira pré-eleição - o que é proibido, para quem não sabe. E vi a coisa de dois quarteirões de uma delegacia.

E esse é um padrão em TODO o país. TODO.


E, antes que eu me esqueça: num comício de comemoração da vitória de domingo, a banda de música "tocou" a "música"
Créu. Bem, mas nada mais coerente com o nível cultural de quem vota em troca de uma dentadura, de quem voto em "pastor" evangélico, de quem voto em troca de tijolos. Quereria eu o quê? Que se tocasse, para ficar no popular, rock nacional? Que se tocasse Titãs? Bichos, saiam dos lixos! Baratas, deixem-me ver suas patas! Ratos, entrem no sapato do cidadão civilizado...

Bem, o que me faz NÃO ficar irritada num cenário desses é que, em primeiro lugar, eu SEMPRE, por TODA minha vida, estarei, sob todas as perspectivas, MELHOR do que: alguém que faz questão de dar uma de morto de fome e vender seu voto por ninharia; e de políticos ignorantes , que nunca sequer tiveram o prazer de ler um livro, mas supõem ter a melhor vida ever porque um batalhão de puxa-sacos interesseiros estão sempre vindo na direção deles. Credo...

E é sério, não fico irritada, e por motivos racionais. No máximo, tenho um certo asco pelo panorama.

E, em segundo lugar, porque NADA é eterno. É só estudar a História para ver que costumes mudam, dinastiam caem, ignorância passa. Nem é preciso ir muito longe no tempo para perceber isso: é só pegar os exemplos de decadência de Maluf, em São Paulo, ou de Leonel Brizola, no Rio, em seus últimos anos.

Felizmente, e creio ser isso uma condição humana, as máscaras sempre caem, ainda que tardiamente - especialmente, no caso do Brasil.

Particularmente, eu não vislumbro uma melhora substancial, em termos quantitativos, no eleitorado brasileiro em, pelo menos, uns quarenta, cinqüenta anos. Mas que vai melhorar, vai. E, mesmo que demore, paciência, fazer o quê? Não rola - para mim - se descabelar e ficar revoltado com o mundo. É melhor desprezar mesmo. Não dá para esperar que tudo seja perfeito, não é? Hahahaha, ;)


Assim, quem viver verá: na democracia, personalidades políticas demagogas e corruptas sempre entram em decadência, sempre caem. E de quatro ^^.



Beijos, boa semana.

Pollyanna já nos ensinava...

Então que, por conta dos estudos que eu estou fazendo, eu não tenho conseguido pegar no facilmente, freqüentemente.

Afinal, levantei e vim para o computador, pesquisar uma ou outra coisa e ver se relaxava de algum modo.

Entrei no site da revista Caros Idiotas Caros Amigos para ver se tinha alguma idéia para a minha pesquisa.

Os livros, coleções, “reportagens” e delírios colunas vinculados à revista e à editora que a publica são tão furada que eu fiquei com sono.

Exemplos:
- Uma coleção com DOZE fascículos sobre a Ditadura Militar (=TARA IDEOLÓGICA).
- Outra coleção sobre o Che Guevara com TRÊS fascículos (=HOMOSSEXUALIDADE REPRIMIDA).
- Um livro chamado O Homem do Pinto Pequeno... Ai, ai... O que se pode esperar de uma obra com um título desses? Uma pornochanchada dos Anos 70 de 150 páginas? No, thanks, eu passo. Pode soar elitista e excludente, mas JAMAIS que eu colocaria um livro desses no mesmo ról de um Camus ou de uma Machado de Assis. JAMAIS. Acho que até um Zíbia Gasparetto da vida tem mais mérito e qualidade.

Enfim: tanta criancice-adolescência-imaturidade-estupidez ideológicas me deram sono.

Porém, pollyannicamente refletindo, pelo menos a Caros Amigos serviu para alguma coisa ;).

Impressionante como eu sou boba às vezes

Hoje me aconteceram duas coisas boas em relação a trabalho/dinheiro. Fiquei feliz e agradecida, etc.

No entanto, o que está rondando a minha cabeça é a resposta seca que um idiota, suposto amigo meu, me deu. Eu respondi, mas poderia ter sido mais fdp... Que raiva. Não é um "Que raiva !", mas um "Que raiva." mesmo.

Acho que vou abrir um arquivo no meu PC para registrar os momentos em que eu deveria ter respondido, mas não o fiz.

Mau gosto e vontade de causar polêmica

Acima está um quadro, que foi exposto na Austrália, no qual o rosto de Jesus Cristo foi transfigurado para o rosto do terrorista Osama Bin Laden.

Sentido disso? Utilidade? Então, tá bom.

 
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