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Am I hallucinating here?

Na primeira vez que eu tive um problema sério com uma classe, eu quase chorei em sala-de-aula, de nervoso e de humilhação. Concentrei meus pensamentos no meu namorado - aliás, mais especificamente, no que ele me diria naquela hora, porque ele é muito individualista e tem muita autoestima - e consegui me segurar. Só chorei quando cheguei em casa, na frente da minha mãe, coisa que não costumo fazer. E, na noite daquele dia, não consegui dormir.

Na segunda vez que eu tive um problema sério na escola - dessa vez com uma aluna, da mesma classe fatídica de que eu falei acima -, eu fiquei umas boas horas encanada. (Chamemos essa aluna de Aluna Insuportável, porque estamos na internet. Ao vivo, a alcunha que eu dei a ela é bem mais pesada.) Pensava se iria dar problema, se iria ter reclamação de pai, etc. Isso porque eu disse para a menina que gritar e atrapalhar durante a explicação da matéria era idiotice.

Na terceira vez que eu tive um problema com um aluno - adivinhem de que sala... -, eu fiquei algumas poucas horas pensando, encanada. Como na vez anterior, eu dei uma resposta àcida e merecida devido à impertinência e à folga do indivíduo.

Na quarta vez que eu tive problema na escola, com duas alunas, obviamente da famigerada sala, eu desencanei em pouco tempo. Contei para todo mundo: professores, amigos, namorado, mãe, tio. E até cheguei a perceber que eu fui cruel com uma delas:

Aluna insuportável, num tom de deboche: Eu queria que você escorregasse nesse lápis que está aí no chão e caísse.
Eu, a professora: Ai, Aluna Insuportável, eu queria que você morresse. Aliás, outro dia, vi no Orkut de uma menina da classe uma mensagem de luto em relação a uma pessoa com o mesmo nome que o seu. Fiquei até animada, pensando que fosse você. Mas não era...

Esse último caso aconteceu hoje.

Mais tarde eu descrevi essas meninas para uma amiga minha. E esta assim as definiu, na fonte original usada no MSN:
"deixa eu traduzir... são tchutchucas, metidas a piriguetes, estagiárias de puta, que são autênticas lavadeiras..."

Sim, sim. E o melhor de tudo é que EU FAÇO os alunos aprenderem, no 9º ano de Ensino Fundamental, conceitos de gramática que (a maioria dos) alunos das faculdades de Letras não entendem. Conceitos como oração principal, oração adverbial, etc. Devo pedir desculpas pela minha falta de modéstia?

Uma vez, eu estava falando
para esta sala (dentro de uma contexto de estudo) sobre pessoas que se acham:
Aluna Insuportável: Pessoas que nem você?
Eu, a professora: Não, eu não me acho. (Frase oculta: Eu tenho certeza.)

Bom, pelo menos a boa notícia do dia é que eu levei, para os alunos do 6º ano, uma revista francesa de moda, para falar sobre a linguagem visual usada nas propagandas, e eles adoraram.

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Até peço desculpas pelo tom esnobe do post, mas, quando se trata de educação, especialmente na escola pública, eu sou muito ortodoxa e até intransigente. Tenho por princípio de que os alunos devem receber a melhor instrução DO MUNDO, porque essa é a escolha profissional ÉTICA do professor, e porque eles têm esse direito. Assim, como têm o DEVER de se comportarem como os melhores alunos do mundo - ou, no mínimo, como gente civilizada.

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Beijos, tchutchucos!

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PS1: Me lembrei desta cena de Picardias Estudantis. Eu sou mais ou menos como esse professor, hahaha. (Mas não rasgaria o papel.)

PS2: O título do post também é uma referência ao filme. É isso que o professor fala quando o aluno maconheiro da classe recebe, por delivery, uma pizza dentro da sala de aula.

Pollyanna já nos ensinava...

Então que, por conta dos estudos que eu estou fazendo, eu não tenho conseguido pegar no facilmente, freqüentemente.

Afinal, levantei e vim para o computador, pesquisar uma ou outra coisa e ver se relaxava de algum modo.

Entrei no site da revista Caros Idiotas Caros Amigos para ver se tinha alguma idéia para a minha pesquisa.

Os livros, coleções, “reportagens” e delírios colunas vinculados à revista e à editora que a publica são tão furada que eu fiquei com sono.

Exemplos:
- Uma coleção com DOZE fascículos sobre a Ditadura Militar (=TARA IDEOLÓGICA).
- Outra coleção sobre o Che Guevara com TRÊS fascículos (=HOMOSSEXUALIDADE REPRIMIDA).
- Um livro chamado O Homem do Pinto Pequeno... Ai, ai... O que se pode esperar de uma obra com um título desses? Uma pornochanchada dos Anos 70 de 150 páginas? No, thanks, eu passo. Pode soar elitista e excludente, mas JAMAIS que eu colocaria um livro desses no mesmo ról de um Camus ou de uma Machado de Assis. JAMAIS. Acho que até um Zíbia Gasparetto da vida tem mais mérito e qualidade.

Enfim: tanta criancice-adolescência-imaturidade-estupidez ideológicas me deram sono.

Porém, pollyannicamente refletindo, pelo menos a Caros Amigos serviu para alguma coisa ;).

Frase do dia... ou melhor, da noite:

Jogo Brasil X Argentina:

Claro que, como mau patriota, o blogueiro torcerá pelos "hermanos" - que, pelo menos, esperneiam contra o governo, quando este lhes retalha os bolsos e brande impostos como "distribuição de renda" (la Kirchner dixit).

E olha que o blogueiro traidor abomina futebol, além de estar doido por umas férias...

P.S.: quem perde para o Paraguai, não merece empatar com a Arrrentina.
Do Orlando Tambosi.

Hehehe, it's me. Mas não odeio futebol, simplesmente não me importo. E me impressiona o quanto as pessoas dão importância a ele. Já vi uma pessoa falando que a seleção brasileira de 2006 desrespeitava a PÁTRIA. Pois é, a pátria. Como se a atuação de jogadores de futebol fosse relevante para alguma coisa, quanto mais para a pátria, o povo, as instituições nacionais que realmente fazem a diferença.

Apesar de eu não costumar assistir à tv aberta, eu me sinto mais "órfã" às quartas-feiras à noite por causa dos jogos de futebol que vão ao ar na Globo. É o poder da marca.


A propósito: sempre que eu zapeio na TV sem nenhum objetivo, eu acabo sintonizando no Shoptime e fico com dó dos apresentadores de lá... Eles fazem programas ao vivo de domingo, tarde da noite nos dias de semana. E ainda os apresentador de Shoptime tem que passar felicidade para os telespectadores. Vender eletrodomésticos na TV depois das 9 horas da noite, de dia de semana: ninguém merece, ninguém pode ser feliz assim. Acho isso exploração, não importando o salário deles.

Boa quinta!

Com um pé na ONU

Olá, pessoal, como vão?

A respeito do último post: eu ainda moro, sim, com a minha mãe. Só para vocês terem a idéia de como eu estava: bêbada e com saudades da minha mãe, pensando que o mundo lá fora - onde eu estava - não é grande coisa comparado ao que temos dentro de casa. E as saudades eram mais sinceras do que provocadas pelo álcool, hehehe.

Neste exato momento, eu estou com um quê de mau-humor. Faço uma pesquisa científica e eu estava pesquisando sobre ela. No final, vai virar tipo uma monografia. Mas eu já estou meio de saco cheio, está difícil de achar material, o site da biblioteca tá dando pau... Enfim, daí eu me questiono se eu ter me proposto a fazer esta pesquisa - que não é obrigatória - não seria uma roubada.

Falando nisso, na semana passada eu - e outras pessoas - tivemos que apresentar um seminário. Um saco. Todas as pessoas da classe tensas. Uma colega de grupo ficou com as bochechas vermelhas, da cor de uma melancia. Outro gaguejou. Eu, que me acho segura, estava nervosa. Parecia que eu ia discursar na ONU. Aliás, se eu chegasse a discursar na ONU, é provável que não ficaria tão intimidada.

Para quê, né? Tanto nervoso na vida à toa, por motivos que não são importantes. Vamos e convenhamos: todo o estresse que as pessoas passam nas faculdades, todas aquelas picuinhas com professor e, no final, elas não tiram um grande lucro de seus estudos, pelo menospor um bom tempo. Ano que vem, todo mundo da minha classe vai estar desempregado ou num emprego mais ou menos, ganhando razoavelmente - para não dizer pouco.

Mas não sou contra seminários e etc na faculdade. Esse tipo de coisa é necessário para que os alunos aprendam a se portar, aprendam a se organizar. Eu não sou contra o sistema. Eu sou contra a minha intimidação diante de uma situação banal.

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A Camila fofa e a Idylla me passaram este selinho:

Posso ou não me achar? Hehehehe. Depois eu quero fazer um post com todos os selinhos que eu tenho ganhado e atribuir aos amigos. Obrigada, Camila e Idylla (nome bonito, não?).

Uma boa quarta para todos!

Lendo "A Metamorfose"

Então, estou no começo... Até agora não estou gostando muito. A narrativa ainda não mostrou a que veio até o ponto em que estou. Críticas veladas ao Capitalismo... Um saco.

Não é mediocridade intelectual da minha parte. Muito pelo contrário. Já convivi com MUITOS considerados experts em literaturas. A maioria deles são uns idiotas. Aí eu já eu fico com preconceito com muitos livros, achando que, se tanta gente cretina elogia, os livros devem ser ruins, as estórias devem ser chatas, presunçosas e previsíveis...
Também não posso ser assim...


Revoltinha, hehehe.


Mais me anima, MUITO MAIS me anima, saber que a esta hora, amanhã, estarei numa balada, dançando, bebendo e me divertindo bastaaaante ;). Pensar demais e refletir sobre o que eu não vou mudar, eu deixo para depois. "Um dia, quem sabe", hehehe.

Às vezes eu sinto um...

...marasmo.

Quintana

-Eu queria propor-lhe uma troca de idéias.
-Deus me livre!

Mário Quintana.

Certinho.

"Homenagem" a algumas coisas que acontecem...


Resume muitas coisas.

Inspiração: livro Vipère au poing, de Hervé Bazin.
Em português "De Víbora em Punho".
Tem em filme.

Grandes pensamentos das 4:30 da manhã de um sábado após uma noitada:

Por que moças loiras e de olhos claros são consideradas bonitas mesmo sendo feias?

Podem reparar: rapazes (de tontos a medíocres) pagam muito pau para meninas loiras e de olhos claros, mesmo quando elas são feias, não têm traços bonitos, têm dentes tortos, etc. E não só isso, né? Muitas senhoras mal-amadas também fazem isso em relação a crianças loiras. Pode ser uma criancinha de 7 anos, gorda, parecendo que vai explodir, que sempre vai ter outra gorda de cabelo feio para dizer "Nossa, mas que linda!."

Também não vou dizer que é o "racismo disfarçado, sofisticado e cruel da sociedade brasileira, manifestando sua opressão de forma sutil", blá, blá, blá, porque seria muita paranóia. Além do que, isso não ocorre, nem só no Brasil, nem só em lugares onde houve escravidão por etnia. Muitos velhos japoneses e jovens indianos, por exemplo, ADORAM ocidentais, sobretudo as loiras.

NÃO é racismo, mas não tem nada a ver com inteligência. Paradoxal, não?

Não sou hipócrita para dizer que beleza interior é o que conta, mas bajular uma moça FEIA só porque ela é loira natural? Não é muita idiotice mesmo para tanta gente junta? Será que é difícil ENXERGAR que o que faz a beleza de fato é a harmonia entre os traços do rosto? E também, o cabelo, na pós-modernidade, hahahahaha. E levantemos as mãos para o céu, pois tudo o que for feio no nosso rosto ou no nosso cabelo podem ser modificados, graças à tecnologia dos procedimentos estéticos*.

No entanto, e EU com esse tipo de gente, né? Só escrevi isso tudo porque a boçalidade humana é algo que, às vezes, me intriga.

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Nada de relevante aconteceu para eu esboçar esta opinião... Só vi uns Orkuts por aí, nada demais, e este pensamento me retornou à mente :D.

Bises, mes amours!

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Frase-chave(-piada): "Por que os homens preferem as mulheres que têm bunda grande, enquanto as mulheres preferem os homens que têm dinheiro?
Resposta: porque as mulheres são mais inteligentes.
Hahahahahahaha! Grandes verdades de uma grande parte da Humanidade.

Frase-chave(-expressão do povo antigo da zona rural)
: "É muito papagaio para pouco milho." Aê!!! Esse povo é que sabia das verdades da vida.

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*Momento humor negro: já ouvi dizer que a cirurgia plástica só começou a ser valorizada e a avançar a passos largos devido ao tanto de soldados mutilados, desfigurados E COM O RESTO DA VIDA PARA VIVER que voltaram da Segunda Guerra Mundial... Mas, então, não é verdade que há males que vem pra bem? ;)

Muitas vezes tenho orgulho de ler o que escrevi...

"Como garantir que o aluno com mais facilidade de aprendizagem não seja prejudicado pelo que tenha mais dificuldade ou pelo mais bagunceiro, tendo em vista a universalização do ensino e a impossibilidade de classificação por nota?

Erika"


Jesus Cristo... Eu escrevi isso. Não lembro nem em que situação, mas provavelemte a pergunta foi para alguém (considerada) gabaritada para respondê-la... Mas não obtive resposta, pois, senão eu lembraria dela. O que me surpreeendeu, relendo isso, foi o tom rebelde (?) da pergunta. Sim, pois o indagado OBVIAMENTE não concordava com a minha proposição inicial, era mais um professor hipócrita e/ou iludido... Afinal, não conheci nenhum especialista em Educação que pensasse diferente disso. Só faltou eu estar vestindo uma camiseta escrito "Fuck You". E detalhe que eu tenho um ar de seriedade, e não uma atitude arrogante, hahahaha.

Encontrei a pergunta acima num pedaço de papel guardado, no meio das minhas coisas guardadas - ou seja, no meio daqueles papéis inúteis que eu tive dó de jogar no lixo no momento considerado apropriado... Nesta semana, estou arrumando as coisas meio que "entulhadas" aqui em casa. É bom relembrar o passado: ver aqueles bilhetes legais que foram trocados entre amigos, ver aquelas passagens para os locais viajados... E, principalmente, ver o quanto certos traços (ruins) da sua personalidade ficaram para trás ;).

Frases-chaves(-musicais)
"Eu hoje joguei tanta coisa fora. Eu vi o meu passado passar por mim." - Tendo a Lua, Paralamas do Sucesso.
"Fuck'em all, you're your own sight. I wanna be the minority, I don't need your authority." - Minority, Green Day.

Update: achei outra pergunta do mesmo dia: "O que garante que não há doutrinação política na escola?" O.O

:D

Inveja é...

...sentir-se MAL porque outra pessoa está BEM?

Affffffffffffffff, pelamordedeus. Pára com isso!

 
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