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Depois de uma injustiça - Esquema das profissões

Sofri uma apunhalada no trabalho. Sim, pelas costas. Sim, de cobras traiçoeiras. Estou me esforçando pra que a minha fé não se abale. Porque eu, sem fé, não sou muita coisa.

Li este texto, mais ou menos sobre, e gostei.

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Outra pérola recebida por e-mail:

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Beijos.

O site de Pandora

Aí que ontem eu estava procurando na internet os resultados das eleições e cheguei nesta seção do site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Uma beleza. Lá tem todos os dados que interessam: quantidade absoluta de votos de cada candidato - tanto a prefeito quanto a vereador -, quem acabou se elegendo de fato, a porcentagem de votos de cada um, etc.

Eu pesquisei sobre os resultados da minha cidade, das cidades próximas, das cidades onde moram meus parentes, das cidades onde moram meus amigos, das cidades pelas quais eu cultivo uma certa empatia; enfim, de todas as cidades que me interessam. É praticamente um Orkut das eleições, tudo público.

Creio já estar bem vacinada em relação à política, embora eu ainda goste do assunto. Já vi coisa de que até Deus duvida em eleições. Assim, pouca coisa ainda me espanta. Nem falta de vergonha na cara de políticos, nem gente vendida, nem alianças espúrias. De fato, desde que eu comecei a acompanhar, para valer, política e eleições, eu passei a não ter mais dó do povo brasileiro, em sua imensa maioria. Pessoas que vendem voto não são umas coitadinhas, vítimas do sistema, mas sim oportunistas, gente que se aproveita da situação, pessoas sem educação alguma. Puros malandros.

Vendo as relações de vereadores de várias cidades, fica mais do que evidente em que tipo o povo brasileiro vota com entusiasmo: pastores religiosos, médicos e/ou dentistas, "artistas" (como o Netinho de Paula em São Paulo) ou figuras nada mais do que socialmente prestigiadas, como o "Marquinho da Vanda" ou o "Jairzinho da Promoção". É praticamente um Big Brother Brasil com médicos, religiosos e mulheres-fruta, as locais.

Sei que existem exceções, é óbvio. Certamente há pessoas bem-intencionadas, que se candidatam para colaborar com a sociedade, que não estão atrás pura e simplesmente de poder e dinheiro. No entanto, se candidatos com essas características atingirem coisa de DEZ por cento dos eleitos, já podemos soltar rojões para comemorar.

Na minha cidade, por exemplo, o que teve mais votos foi um dentista que, mui "fraternalmente", "distribui" dentaduras durante todo o ano eleitoral. Que bonzinho, não é mesmo?


Outro vereador foi um pastor que "ajuda" MONETARIAMENTE pessoas, para que elas o "apoiem" nas eleições. Uma santa alma.


E a polícia faz o quê? Prova que alguns de seus membros não servem para muita coisa.
Juro que eu vi gente fazendo propaganda de candidato
escancaradamente, num lugar público, em plena sexta-feira pré-eleição - o que é proibido, para quem não sabe. E vi a coisa de dois quarteirões de uma delegacia.

E esse é um padrão em TODO o país. TODO.


E, antes que eu me esqueça: num comício de comemoração da vitória de domingo, a banda de música "tocou" a "música"
Créu. Bem, mas nada mais coerente com o nível cultural de quem vota em troca de uma dentadura, de quem voto em "pastor" evangélico, de quem voto em troca de tijolos. Quereria eu o quê? Que se tocasse, para ficar no popular, rock nacional? Que se tocasse Titãs? Bichos, saiam dos lixos! Baratas, deixem-me ver suas patas! Ratos, entrem no sapato do cidadão civilizado...

Bem, o que me faz NÃO ficar irritada num cenário desses é que, em primeiro lugar, eu SEMPRE, por TODA minha vida, estarei, sob todas as perspectivas, MELHOR do que: alguém que faz questão de dar uma de morto de fome e vender seu voto por ninharia; e de políticos ignorantes , que nunca sequer tiveram o prazer de ler um livro, mas supõem ter a melhor vida ever porque um batalhão de puxa-sacos interesseiros estão sempre vindo na direção deles. Credo...

E é sério, não fico irritada, e por motivos racionais. No máximo, tenho um certo asco pelo panorama.

E, em segundo lugar, porque NADA é eterno. É só estudar a História para ver que costumes mudam, dinastiam caem, ignorância passa. Nem é preciso ir muito longe no tempo para perceber isso: é só pegar os exemplos de decadência de Maluf, em São Paulo, ou de Leonel Brizola, no Rio, em seus últimos anos.

Felizmente, e creio ser isso uma condição humana, as máscaras sempre caem, ainda que tardiamente - especialmente, no caso do Brasil.

Particularmente, eu não vislumbro uma melhora substancial, em termos quantitativos, no eleitorado brasileiro em, pelo menos, uns quarenta, cinqüenta anos. Mas que vai melhorar, vai. E, mesmo que demore, paciência, fazer o quê? Não rola - para mim - se descabelar e ficar revoltado com o mundo. É melhor desprezar mesmo. Não dá para esperar que tudo seja perfeito, não é? Hahahaha, ;)


Assim, quem viver verá: na democracia, personalidades políticas demagogas e corruptas sempre entram em decadência, sempre caem. E de quatro ^^.



Beijos, boa semana.

Q.I.

Posts para (gostar de) ler:

Um motivo para gostar da Ditadura Chinesa: sarcástico ;).
Sobre você: romântico :).

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Ai, gente, agora a ansiedade foi lá nas alturas, mas já tá descendo...

Pensei - ou melhor, encontrei - numa sub-área dos sonhos mais lindos para fazer mestrado. Mandei um e-mail para a professora especialista e vamos ver se ela vai responder. Ela tem fama de difícil, de sistemática... E está um pouco em cima da hora... Ai, ai. Mas estou me acalmando. Ela NÃO é nenhum E.T.!

Sempre desprezei aluno de graduação que constrói verdadeiros mitos a respeito de professores-doutores, etc. Esse tipo de conduta está no mesmo nível da egolatria daqueles professores que gostam de se auto-afirmar sobre alunos "pirralhos" - covenhamos, um universitário de 20 anos é um "pirralho", uma "criança", para um docente de 55 anos, com doutorado, pós-doutorado, livre-docência, etc... É ridículo um profissional com décadas de experiência querer "pisar" em um quase adolescente, de 20 e poucos anos, só para se "sentir".

Tenho que tomar cuidado para não me deixar contaminar por esse tipo de coisa... Odeio sentimentos mesquinhos e emocionalmente medíocres. Não gosto nem de ouvir falar.


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Boa semana a todos.

Os especias da semana

Vi há pouco a reapresentação do Manhattan Connection, e a TV continuou ligada, sem som, no GNT. Vejo um monte de moças e moços desfilando. Deve ser o São Paulo Fashion Week. Vi a Gisele. Li em algum lugar que ela não desfilou no Rio, mas desfilaria em São Paulo. Bem, não importa. Prossegue o esforço da indústria da moda, dominada por homens que odeiam as mulheres, para exterminá-las, coitadinhas.

Explico-me. Os caras que desfilam — muitos com o abdômen “trincado” à mostra — têm o que se pode dizer um corpo normal, isto é, com aparência saudável. Neles, claro, tudo está no lugar idealizado pelo homoerotismo dos rapazes dedicados ao corte & costura: nada de gordurinha na barriga; braços musculosos, mas sem exageros; rostos um tanto ambíguos, apelando a certa androginia adolescente. Mas ninguém tem cara de anêmico ou de anoréxico.

Já as moças...

Obs: grifos meus.
Texto completo.

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Desgosto (com o mundo):


Elefante mutilado por mina terrestre recebe prótese.

Mas sempre tem alguma coisa que salva - na mundo animal:

Uma cadela amamentando, além de seu filhote, dois bebês tigres.

Esse tipo de fato da natureza deve ser para servir de exemplo e não fazer a humanidade perder de vez a esperança. Ou seja: é uma "armação" da natureza para o homem não se perder de vez...

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Graças a Deus (?) vai estrear Onde Andará Dulce Veiga? nos cinemas. Eu A-M-O o livro homônimo do Caio Fernando Abreu, é um dos meus prediletos. Li apenas uma crítica, negativa por sinal, mas f***-se, vou ver mesmo assim. Recomendo vivamente o livro.

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Aposto que todo mundo já viu esta frase do John Lennon em algum orkut, blog ou fotolog por aí:

A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro.

Bem, eu já tinha visto várias vezes, mas nunca tinha me ocorrido que era de alguma música - não conheço muito bem a carreira-solo de John Lennon. Mas hoje, assistindo ao filme Mr. Holland - Adorável Professor, vi o Richard Dreyfuss cantando Beautiful Boy, a música do John em que é cantada a tal frase. Foi feita para o Sean, filho do John com a Yoko.

A propósito: o filme é legal, bonito. Um pouco estilo Forest Gump. Não é absolutamente inesquecível, mas vale a pena. Nota: 8,0.

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Presente que eu ganhei da menina mais fofa da blogosfera:


Que lindo! repasso-o para a Idylla. Sei que ela já ganhou, mas tá valendo ;). Também gostaria e repassá-lo para a Srta. Bia, mas acho que ela não curte muito essas coisas... Mas fica a homenagem.

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Músicas da Semana:
Redemption Song, Bob Marley.
World of Pain, Cream (uma das bandas do Eric Clapton).

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Um blog muito bom que eu descobri ontem:
Guerilha Cultural.

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E amanhã: cover do Pink Floyd ;).

Um beijo a todos e um ótimo final-de-semana.

***Update: para que que serve a caixa de formatação dos posts no blogger? Resposta: para me irritar que eu treine a minha paciência. (Porque colocar as coisas em perspectiva é tudo nessa vida.)

A verdade verdadeira.


A única que não suporta contraditório.

A metidinha

Tanto neste blog como no meu novo blog - de emagrecimento - percebo que escrevo num tom muito blasé, muito metidinha, muito cheia de si.

A questão é: eu escrevo deste jeito para que os OUTROS tenham essa imagem OU EU SOU metidinha, blasée, cheia de mim?

Há tempos, um assalto se frustrou em Florianópolis, SC, porque o carro que os bandidos usavam na operação tinha uma placa fria onde se lia "Frorianópolis". Eles pertenciam àquela corrente literária, pós-naturalista, segundo a qual se deve escrever como se fala.


Ruy Castro, n' A Folha de São Paulo de 10/12/2007.

Hehehehehehe.

Pego aqui.

"A uma alma sensível" - Machado de Assis

"A uma alma sensível

Há aí, entre as cinco ou dez pessoas que me lêem, há aí uma alma sensível, que está decerto um tanto agastada com o capítulo anterior, começa a tremer pela sorte de Eugênia, e talvez..., sim, talvez, lá no fundo de si mesma, me chame cínico. Eu cínico, alma sensível? Pela coxa de Diana! Esta injúria merecia ser lavada com sangue, se o sangue lavasse alguma coisa nesse mundo. Não, alma sensível, eu não sou cínico, eu fui homem; meu cérebro foi um tablado em que se deram peças de todo gênero, o drama sacro, o austero, o piegas, a comédia louçã, a desgrenhada farsa, os autos, as bufonerias, um pandemônio, alma sensível, uma barafunda de coisas e pessoas, em que podias ver tudo, desde a rosa de Smirna até a arruda do teu quintal, desde o magnífico leito de Cleópatra até o recanto da praia em que o mendigo tirita o seu sono. Cruzavam-se nele pensamentos de vária casta e feição. Não havia ali a atmosfera somente da águia e do beija-flor; havia também a da lesma e do sapo. Retira, pois, a expressão, alma sensível, castiga os nervos, limpa os óculos, — que isso às vezes é dos óculos, — e acabemos de uma vez com esta flor da moita."

Capítulo 34 de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis.

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É...

Desculpa aí (para quem ainda não leu).

 
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