As coisas estão melhorando para mim. Tô começando a achar que os problemas novos possam suplantar os velhos. Estou resolvendo pendências e depois sairei em busca de um novo emprego. Quando eu pedir as contas do atual, direi o mesmo que o corvo no poema de Edgar Allan Poe: "Nunca mais!". Não falarei nem tchau.
Hoje foi um dia um pouco cansativo... Sou professora, mas não sou histérica e não gosto de ficar gritando /anamara off. E, encare-se a realidade, muitos alunos só obedecem e respeitam na base do grito, da ameaça, das "tiradas" grosseiras e vulgares. Conclusão: sou eu quem tem de procurar uma alternativa. Porque gritar, me descabelar, ficar com a garganta doendo, eu não vou. É pegar as classes problemáticas e separar os alunos que mais dão dor de cabeça. E não se pense mais nisso!
Credo: outro dia um amigo meu sustentou que "dar aula em escola pública é como querer ensinar num presídio". Ele não está exagerando muito, não... Às vezes, me dá os cinco-minutos e eu falo para os meus alunos que eu sou professora de Português, APENAS isso, que não sou babá (para ficar cuidando dos outros), nem policial (para ficar vigiando os alunos). Hehehehe, espero que eles se lembrem disso, de vez em quando.
De mais a mais, não tenho nenhuma dica de música ou livro interessantes. Continuo adorando Lady Gaga e nada mais.
Beijos!
(E NÃO ao sentimento de ir para a forca antes de sair para o trabalho!)