Hemingway feelings

Estou lendo Paris est une fête ou, em português, Paris é uma festa, do Ernest Hemingway. Estou na metade do livro, em que o autor/narrador fala de uma época da juventude, na qual viveu na capital francesa. Entre um ou outro dissabor, ele passava FOME, porque, evidentemente, não tinha dinheiro para comprar comida. Ele chegava até a desviar dos lugares onde havia restaurantes, para não passar vontade. Mas ele era FELIZ por viver na cidade, por sua beleza, pelo frenesi cultural latente, pelas companhias. Não sei quanto depois Hemingway viria a ser reconhecido, ganharia o Prêmio Nobel, etc. E se suicidaria, diga-se de passagem.

Eu leio o livro e me identifico. Porque eu estou metaforicamente passando fome, apesar do meu potencial. MAS, infelizmente, não estou feliz como Hemingway era... Ao contrário: as coisas estão chatas, difíceis, arrastadas. Vai ver que essa diferença de ânimo tem a ver com as companias com as quais eu tenho de conviver - pessoas mesquinhas e medíocres -, muito diferentemente do escritor, que passava fome literalmente, mas era conviva de gente que o estimulava de alguma forma.

Bom, tenho que batalhar, ao menos fazer a minha parte para que a minha vez chegue, sem muito sofrimento. Estou até aprendendo a ser mais paciente. Apesar de não ter ainda absoluta certeza de que o reconhecimento é certo...

2 comentários:

Desabafando disse...

Tb to em busca desse reconhecimento...to ate pensando em algumas mudanças profissionais. Boa sorte ai! Que as coisas melhorem!

Isabela disse...

A realidade dos livros é muito melhor não?

 
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